quarta-feira, 18 de julho de 2012
Minto that fascinates
Claudio Fontana Teles de Carvalho
AAU ...............! With this cry created the first written language, language scratched, scuffed, spontaneous, not contrived. I did not invent writing graphic, but I'm your need, your reason for being. It was a lonely cry in the wilderness most populous. I am the wave where the artist who surfs break the laws of faith and reason. The Best. This is only a summary of Uuuaauuuuuuuuuuuu! It was when I was in Egypt that I cried the first time. I remember like it was today Uuuaauuuuuuuuuuuu! It was actually when I saw the first completed pyramid. That same day they hide the Headstone there. The first sentence of this phase no one understood what I said. They were all looking at me when I spoke, and so I said Parla! (Fala!) for that big triangle so strong and stiff ready to be opened. Fine works only have to be ... It can only be owned by nobles, the prelate who is content to contemplate them. With my Aauuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Said one voice in the mouths of these, I convinced the President that it was a masterpiece, something divine because it is imperative to make the pussy go and beg at the corner of the muses of my father who took me Egeu.Fui Acalantide to challenge the daughters of Aegean to sing much better, because Piero's blood flowed in his veins. I knew it would be a Acalantide Nightingale. Women's round, experienced, Past the bark of garlic. A bunch of Cualiras stopped up my ears when I was on the basis of Ambrosia Diner Dionysus offered me on his yacht when I returned from the adventure of having stuck a stick the size of a horse in all troiada. Of course not let my good Penelope de Carvalho and da Silva Xavier Pau Brazil Moves to Silva, but I hear Lyre of the Muses. I made a beautiful speech is clear, but only say as I said over in front. King does not kill the King, for this is that you have the vassals. Then he gave me the honor of breaking the seal of the beautiful pyramid which hitherto was a virgin and that was just immediately todos.Peguei being penetrated by the press, I put the angle where the owl sleeps. Socrates came from Greece to play for Corinthians, but only needed the Achilles heel to immortalize in his Epistle to the Corinthians. Corinthians won the 2012 America. It took Socrates' descent into hell to there commanding the deliverers in Corinthians. Well, hell is a word that makes Christians feel a hot and smelly goo off the tail to the Achilles' heels. So instead of hell, I use a metonymy, who knows: Hade or the United Mortos.Tem people get goose bumps with my hurray today. In Galilee had to yell at another tone Muuuuuuun! This to be a Jew because of the Brazilian Northeast South Mééééééééééée cry is'! Méééééé This is a cry of Dionysus in fear of losing their Ambrosia that descends to the Atlantic up to the mansion of Poseidon. Poseidon live in the South Atlantic off the coast of Maranhão drinking beer on the beach in San Luis Coastal Nothing against since it is dead to eat the Gravedigger. It was a hellish plague of these prophets who predicted that I would echo around the world hurray. As he broke the barrier of time I did not know, but I had to make Timeless to understand. After that I did get started at the beginning and everything is now A and Z. Your you are of yourself and I, being a slave of the Mimosa Flower of Isis Sexy silva Pau Oak Wood Fort Priapus Telescope Silvas, I'm Mad. Goddess'm really a wolf. Caught the little lambs and they love it and hate it when that pastor sucker is herding them not to fall on my mighty weapon enchant all. This pastor gets a black book that tells my story and says it's Story. This is my cry so famous in no time. It is the buzz word and every age. But as a scientist and man of all seasons, now when I want to take a lamb I scream a scream improved and appropriate at the time Fifiuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Every type of woman expects a Fifiuuuuuuuuu heard in your life.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Minto que fascina
MINTO QUE FASCINA
AAU...............!
Com esse grito criei a primeira linguagem escrita, linguagem riscada, arranhada,
espontânea, não rebuscada. Eu não inventei a escrita gráfica, mas sou a sua
necessidade; sua razão de ser. Foi um grito solitário no deserto mais povoado.
Sou a onda onde o artista que surfa quebrará as leis da fé e da razão. The
Best. Esse é só uma síntese de Uuuaauuuuuuuuuuuu! Foi quando estive no Egito
que gritei pela primeira vez. Lembro-me como se fosse hoje Uuuaauuuuuuuuuuuu!
Na verdade foi quando eu vi a primeira pirâmide concluída. Foi nesse mesmo dia
em que ocultamos a Pedra Angular ali mesmo. A primeira frase dessa fase que eu
disse ninguém entendeu. Ficaram todos me olhando quando eu a pronunciei e de modo que eu disse:
Parla! (fala!), para aquele enorme triângulo tão forte e rígido pronto para ser
inaugurado. Belas obras só têm que ser...Só pode ser possuída por nobres, a prelada
que se contente em contemplá-las. Com meu Aauuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Dito uníssono
na boca dos presentes, eu convenci o Presidente de que aquilo foi uma obra
prima, coisa divina porque é imperativo para fazer a viadagem correrem e
suplicar ao canto das musas de meu sogro Egeu.Fui eu quem levou Acalantide a
desafiar as filhas de Egeu que cantaria muito melhor, pois o sangue de Piero
corria em suas veias. Eu sabia que Acalantide seria um Rouxinol. Mulher rodada,
experimentada, Passada na casca do alho. Um bando de Cualiras taparam meus
ouvidos quando eu estava no Jantar a base de Ambrósia que Dionísio me ofereceu
no seu iate quando eu voltava da aventura de ter enfiado um pau do tamanho de
um cavalo na troiada toda. É claro que não deixarei minha Penélope boa de
Carvalho e de Pau Brasil da Silva Xavier que Move Silva, mas a Lira das musas
eu ouvirei. Fiz um belo discurso é
claro, mas só digo como disse mais na frente. Rei não mata Rei, para isso é que
tem os vassalos. Então ele me concedeu a honra de quebrar o lacre da belíssima pirâmide
que até então era virgem e que de imediato foi logo sendo penetrada por todos.Peguei
de prima, botei no ângulo onde dorme a coruja. Sócrates veio da Grécia para jogar no Corinthians, mas só
precisou do calcanhar de Aquiles para se imortalizar com sua epístola aos Corintos.
Corintos ganhou a América em 2012. Foi preciso que Sócrates descesse ao inferno
para de lá comandar o Corinthians na libertadores. Bom, inferno é palavra que faz
os cristãos sentir uma meleca quente e fedorenta descer do rabo até os
calcanhares de Aquiles. Por isso, em vez de inferno, devo usar uma metonímia,
quem sabe: Hade ou Reino dos Mortos.Tem gente que fica arrepiada com meu hurra
até hoje. Na Galileia tive que gritar com outro tom Muuuuuuun! Isso para ser um
judeu do Nordeste brasileiro porque os do Sul gritam é Mééééééééééée´! Esse
Méééééé é um grito de Dionísio com medo de perder sua Ambrósia que desce ao
Atlântico de pé para a mansão de Poseidon. Poseidon mora no atlântico sul na
costa maranhense bebendo cerveja na Praia da Litorânea em São Luís. Nada contra
desde que se faz de morto para comer a coveira. Foi um peste desses profetas
infernais que previu que meu hurra ecoaria no mundo inteiro. Como ele quebrou a
barreira do tempo eu não sabia, mas tive que me tornar Atemporal para entender.
Depois que entendi comecei começar pelo começo e tudo é, agora é A e Z. você é Teu de
si mesmo e eu, por ser um escravo da Mimosa
Flor de Ísis de Gostosa da silva de Pau de Carvalho Madeira Forte Príapo
Telescópio da Silvas, sou Maluco. De Deusa sou mesmo um Lobo. Pego as ovelhinhas
e elas adora e odeia quando aquele pastor otário fica tangendo elas para não
cair na minha arma poderosa que a todas Encante. Esse pastor pega um livro de capa preta que conta a minha história e diz que isso é Estória. Esse meu grito é tão
famoso na época qualquer. É a palavra da moda e de todas as épocas. Mas como um
cientista e homem de todas as épocas, quando quero hoje pegar uma ovelhinha eu
grito um grito melhorado e adequado à época Fifiuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Toda tipo
de mulher espera ouvi um Fifiuuuuuuuuu na sua vida.
Sou Mito para uns e Minto para outros.Minto,
virei mitologia egípcia de cabeça para baixo. Andei com os morcegos. Por umas e
outras peripécias me prenderam por elas e, por elas me libertaram. Hoje estou
no Paraíso Perdido. Hoje me chamam de Cajado do Peladão que fica no meio dos
Triangulo das Calcinhas e infinitamente longe dos Triangulo das Bermudas. Ficar
preso ou não depende de quem está no comando. Disseram-me isso. Ficaram
horrorizados quando eu disse que dependia de que era o comandado e não dependia
de quem estava no comando. Malandro da política.Hoje sou o guardião da 5º seção
do Thuat no mundo dos que não precisão de ressurreição. Por opção, porque senão
como eu poderia está mais perto deminha secretária que é a maluca daTeka-Hra.
Teka-era, teca é, Teca, Tereza, Calada e Nenhuma é uma Trindade de Responsa
porque é a única que se pode escolher quatro caminhos que pode levar ou não ao Paraíso:
Teca, Tereza, Calada e Nenhuma. Teca, que gosta de gravar sua assinatura, muito
bem registrada no cartório de primeiro oficio, com o k para substituir c, mania
de tempo de ser internacionalmente, em tempo de intenet... Ela é responsável
pela seção oposta a minha. Mania de mulher sem sentimento. Ele não precisa me
desafiar para provar que sou mesmo mais forte apesar da necessidade. Às vezes
adoro e ela me adora. Mas algumas Afroditianas, deixei no Olímpio por causa da
sujeira do capitalismo americano que tornou o ar muito realista. Realidade é
coisa de doido. Algumas Afroditianas por ser somente a sua principal
característica a sua única forma de lutar pela sua existência. Madalena foi o
nome que deram para ela hoje, mas eu não sou aquele Jesus não. Sou Hétero Heterônimo
da Rosa. Eu a peguei. Acontece é que Madalena dos amáveis cristãos me chamam de
Demônio, e, o nome da minha Instituição, eles as chamam de Inferno. É que houve
um erro de Homonia da Grafia da Rainha de Palavras sonora de Bomdia da
Noite vadia. Erro astrológico, convencional, é que o Inverno ficava comigo, mas
no inferno é outono. Ficou mais fácil trocar
Falso pelo Verdadeiro. Foi assim que foi feito do InFerno, um
InVerno. Um Inferno! É disse jesus a seu pai que esse negocio de
criar uma prisão infernal para os homens foi uma ideía infernal mais ridícula para
nós frente nós ao Homem, esse inferno do Inferno tá cheia de gentes. Tudo vai
pra la´. Então seu pai lhes disse quem não pode vencer o inimigo, junte se a
ele enquanto ele te propões um termo. Um verdadeiro rei sabe reconhecer o rei
vencedor. Quando idealizei esse mundo, fiz com leis próprias, para quer
pudesse me curar de um desejo incontrolado de ser lembrado como um nome único
para tudo o que a acontece com qualquer coisa. Que me atribuísse tudo que
possível, até mesmo se impossível for. Mas fui chamado de Dimas. Fizeram me
crer que da minha ideia eu faço minha destruição. Como? Eu vou me destruir com
uma idéia que tenho de não ver minha morte? Essas leis... Dizem que sou rico porque
não pago imposto e que Alcapone é chefe de gabinete. Depois eu te conto como um
cristão ferveroso, bem contaminado pelo vírus da crista custa que previu que
sua Pedra Angular não resistiria ao terceiro canto do Galo de Cristona. Me espere
no próximo poste!
sábado, 7 de julho de 2012
Mais inteligente é o eleitor de esquerda
Quanto mais inteligente, mais à esquerda (gráfico do Psychology Today, via Aldeia Gaulesa)
Um polêmico estudo canadense que inclui dados coletados por mais de 50 anos, diz que as pessoas com opiniões políticas de direita, tendem a ser menos inteligentes do que as de esquerda. Ao mesmo tempo, adverte que as crianças de menor inteligência tendem a desenvolver pensamentos racistas e homofóbicas na idade adulta.
A pesquisa foi realizada por acadêmicos da Universidade Brock, em Ontário, e coletou a informação em mais de 15 mil pessoas, comparando o seu nível de inteligência encontrado na infância com os seus pensamentos políticos como adultos.
Os dados analisados são dois estudos no Reino Unido em 1958 e 1970. Eles mediram a inteligência das crianças com idade entre 10 e 11 anos. Em seguida, são monitorados para descobrir suas posições políticas após 33 anos de idade.
“As habilidades cognitivas são fundamentais na formação de impressões de outras pessoas e ter a mente aberta. Indivíduos com menores capacidades cognitivas gravitar em torno de ideologias conservadoras que mantêm as coisas como elas são, porque isso as fornece um senso de ordem”, dizem no estudo publicado no Journal of Psychological Science.
Segundo as conclusões da equipe, as pessoas com menor nível de inteligência gravitam em torno de pensamentos de direita, porque esse os faz sentir mais seguros no poder, o que pode se relacionaa com o seu nível educacional, inclui o jornal britânico.
Mas esta não é a única conclusão a que chegou o estudo. Analisados dados de um estudo de 1986 nos Estados Unidos sobre o preconceito contra os homossexuais, descobriu-se que pessoas com baixa inteligência detectado na infância tendem a desenvolver pensamentos ligados ao racismo e homofobia.
“As ideologias conservadoras representam um elo crítico através do qual a inteligência na infância pode prever o racismo na fase adulta. Em termos psicológicos, a relação entre inteligência e preconceitos podem ser derivadas de qual a probabilidade de indivíduos com baixas habilidades cognitivas apoiarem com ideologias de direita, conservadoras, porque eles oferecem uma sensação de estabilidade e ordem “, acrescentou.
“No entanto, é claro que nem todas as pessoas pessoas prejudicadas são conservadoras”, disse a equipe de pesquisa.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
A loucura de Cristo e as dos cristãos
A loucura de cristo e as dos
cristãos
O PROBLEMA: Em que consiste uma
vida autenticamente cristã? Qual o limite entre a loucura patológica e a
estultice do conformista?
A TESE: A irracionalidade nem
sempre é negativa e nem sempre as normas sociais são compatíveis com uma vida
autenticamente cristã. O mesmo se a distinção é muitas vezes problemática,
existem dois tipos de loucura: a primeira é dos poderosos, daquele que reduzem
o Cristianismo à observância dos ritos; a segunda é loucura dos cientistas e
dos aventureiros que desafiam o desconhecimento por um amor ao conhecimento, é
principalmente aquela dos verdadeiros cristãos, que abandonam tudo e às vezes
chegam mesmo a transgredir os costumes sociais para imitar a loucura da cruz.
O que quer que os mortais geralmente digam de mim, e não ignoro quanta
má fama tem a loucura entre os mais loucos, porém, digo que sozinho acalmo com
a minha influencia homens de deuses. E a prova mais convincente é que logo que
aqui cheguei, diante dessa numerosa numerosa assembleia, todos os rotos
imediatamente se iluminaram de nova e insólita alegria, e logo as vossas
frontes se desnuviaram, aplaudindo com um sorriso de tão encantadora alegria,
que todos os presentes que aqui contemplo me parecem bêbados como os deuses de
Homero... quando antes estáveis
sentados, tristes e preocupados, como se estivésseis saído há pouco do antro de
Trofônio. ( o filho de Apolo). ( veja que a loucura pode se apresentar com um
rosto feliz)
E como acontece quando o Sol
mostra à Terra o seu belo rosto dourado, ou como depois de um duro inverno, de
novo, na primavera, o zéfiro sopra a suave carícia, num átimo tudo muda de aspecto. O que grandes oradores podem a custo conseguir,
com longos discursos longamente meditados, eu obtive num instante, somente com
a minha presença: mandastes embora o tormento das preocupações... (veja que a
experiência da loucura pode ser fonte de regeneração)
O próprio Cristo, que é a
sabedoria do Pai, de uma certa maneira se fez estulto ele mesmo para vir em
socorro à loucura humana, quando, assumindo a natureza humana, se apresentou
como homem; do mesmo modo que se fez pecado, para nos redimir do pecado.
E então quis nos redimir senão
com a loucura da cruz, valendo-se de apóstolos idiotas e obtusos aos quais
deliberadamente prescreveu a insipiência, afastando os da sabedoria,
chamando-os a seguir o exemplo das crianças, dos lírios, da mostarda e dos
passarinhos ( todas elas, coisas estúpidas e desprovida de inteligência, que
vivem graças somente à orientação da natureza, sem artificies, sem
ansiedade)... A escolha de Cristo, de encarnar-se em um homem também poderia
ser uma forma de loucura.
Mas, para não prosseguir ao
infinito e para oferecer-vos a essência da coisa, na minha opinião toda
religião cristã tem uma espécie de parentesco com a loucura e absolutamente não
se dá bem com a sabedoria. Quereis prova? Observai, em primeiro lugar, como
aqule que mais encontra prazer nas funções sagradas e em todas as coisa da
religião, que se acostam sempre aos altares, são jovens, velhos, mulheres
ignorantes. É a mãe natureza que nos impele a isso, é sabido; e nada mais. ( o
ritualismos exasperado pode levar a uma forma de loucura).
Em segundo lugar, vede todos aqueles fundadores primeiros da religião;
eles abraçavam uma vida de extraordinária simplicidade e eram inimigos
irreconciliáveis da cultura. (pode se dizer com isso que louca também a vida
dos profetas).
Finalmente, não existem loucos
mais desvairados do que aqueles que alguma vez se deixaram tomar pelo ardor da
piedade cristã: dissipando os seus bens, sem se preocupar com as ofensas,
deixando se enganar, não distinguindo amigos dos inimigos, tendo horror ao
prazer, alimentando-se de jejuns, vigília, lágrimas, labutas e injúrias,
desinteressado da vida, não ansiando senão a morte; resumindo, tornando-se,
parece, absolutamente insensível ao senso comum, como se o seu espirito
estivesse noutro lugar, e não dentro do corpo. E o que é isso senão loucura?
Não é de surpreender que os apóstolos parecessem bêbados de vinho doce, ou que
São Paulo tenha parecido louco ao juiz Festo. (portanto, loucura é uma vida
verdadeiramente cristã)
terça-feira, 19 de junho de 2012
ESPINOSA: Deus é a natureza
Filho de uma abastada família de
judeus espanhóis que se refugiara na Holanda para escapar da perseguição da
Inquisição católica, Baruch Espinosa nasceu em Amsterdã, estudou na escola
hebraica e completou a sua educação como um livre-pensador de formação
católica. O conhecimento do latim deu-lhe acesso aos clássicos da filosofia e
às obras dos autores modernos (Descartes, Bacon, Hobbes), mas à medida que ia
delineando o seu original sistema filosófico cresceram os atritos com a
comunidade judaica de Amsterdã, que cada vez mais via naquele jovem brilhante e
excessivamente original um perigo para a ortodoxia religiosa. O conflito intelectual culminou com a excomunhão: Espinosa foi
expulso da sinagoga, abadonado pelos amigos judeus e mesmo pelos parentes ( a
irmã tentou tirar-lhe a herança paterna). Um fanático tentou apunhala-lo e
somente sua juvenil agilidade do filósofo evitou o pior. Banido de sua
comunidade, refugiou-se em um pequeno vilarejo perto de Amsterdã e começou a ganhar
a vida trabalhando como polidor de lentes ópticas. Apesar dos parcos recursos
com os quais passou a viver, sempre defendeu coerentemente suas idéias,
rejeitando os prêmios e as compensações oferecidas por nobres admiradores
católicos. Em 1673, recusou o convite para ensinar na Universidade de
Heidelberg, na Alemanha, considerando que qualquer encargo profissional oficial
teria limitado a sua liberdade de pensamento. Morreu de tubérculos três anos
depois, com apenas 44 anos.
Para Espinosa, Deus não é separável
do mundo, mas coincide com ele. Esta conclusão estabeleceu uma irremediável
fratura entre o filósofo e a tradição judaico-cristã, que concebia deus como um
ente criador e preexistente ao mundo, uma pessoa distinta do mundo.
O PROBLEMA: como é possível
definir a natureza de Deus?
A TESE: da definição de Deus como
substancia (aquilo que não precisa de
nada para existir) decorre uma série de considerações: Deus é único,
perfeito, autossuficiente, dotado de infinitos atributos, que só em parte os
homens conseguem perceber e compreender. Aparentemente, trata-se de afirmações
pouco originais, muito semelhantes às que são feitas pela tradição teológica
cristã. No entanto, Espinosa, exatamente pela identificação inicial entre ações
de Deus e substancia, atribui a essas proposições significados novos e
incompatíveis com as doutrinas cristã e hebraica. Se efetivamente Deus é a
única substancia, deve coincidir com o mundo, porque, de outro modo, existiria
outra substancia material e corpórea distinta e diferente Dele. Fazendo uma
releitura do antigo panteísmo, Espinosa sustenta que Deus é a natureza e a
natureza é Deus. E, posto que Deus é infinito, assim também deve ser a
natureza, não obstante nos pareça finita e determinada. O fato é que a nossa
mente só consegue capitar dois dos infinitos atributos (o pensamento e a
extensão) do Deus-natureza.
Dizemos que Deus é um ser de que
tudo se pode afirmar, ou seja, que possui um numero infinito de atributos, cada
um dos quais, na sua especificidade, é infinitamente perfeito.
Para que o nosso pensamento se
expresse claramente, apresentaremos quatros proporções: 1 não existe uma
substancia finita, mas cada substancia deve ser infinitamente perfeita no seu
gênero , o que quer dizer que no intelecto infinito de deus não pode existir
nenhuma substancia mais perfeita do que aquela que já existe na natureza; 2)
não existem duas substancias iguais; 3) uma substancia não pode produzir uma
outra; 4) no intelecto de Deus não existe nenhuma substancia que não exista
formalmente na natureza. (Essas são as quatros proposições relativas ao
conceito de substância)
No que concerne à primeira
proposição, ou seja, que não existe uma substancia finita, se alguém sustentar
o contrario, nós lhe perguntaremos: essa substancia é limitada por si, quis ela
mesmo ser limitada, e não ilimitada? Ou, melhor, ela é limitada pela sua causa,
que não pôde ou não quis dar-lhes mais? ( a inexistência de uma substancia
finita decorre da definição de substancia: “aquilo que não precisa de nada para
existir).
A primeira alternativa não é
verdadeira, porque é impossível que uma substância tenha por si só desejado
limitar-se, principalmente uma substancia que exista por si mesma. Então, eu
digo, deve ser limitada pela sua causa, que é necessariamente Deus. Ora, se for
limitada pela sua causa, isto se deve ao fato de que esta causa não pôde ou não
quis dar-lhe mais. Isso parece indicar ciúme: o que é impossível em deus, que é
todo bondade e plenitude. (É impensável uma substancia que se limite por si só,
somente deus poderia limitá-la, mas seria um Deus impotente e ciumento).
Nós demonstraremos a segunda
proposição – de que não existem duas substancias iguais -, dizendo que cada
substancia é perfeita no seu gênero, posto que, se existisse duas substancias
iguais, uma limitaria a outra e, neste caso, a substancia não seria infinita,
como demonstramos anteriormente. (se a substancia é infinita, não é mais
possível pensar em uma pluralidade de substancias. A substancia é única).
No que concerne ao terceiro ponto – uma
substancia não produz outra -, se alguém quisesse sustentar o contrario, nós
perguntaríamos: a causa que produziria essa substancia teria os mesmos
atributos da que é produzida ou não? A segunda hipótese é impossível, uma vez
que nada é produzido do nada. Resta porem, a primeira. Então perguntaremos
novamente: no atributo, que seria a causa do produto, a perfeição é igual? Ou,
então, é maior ou menor do que no produto? Não pode ser menor pelas razões já
apresentadas. Não pode ser maior porque senão o outro seria limitado, o que
contraria o que foi por nós demonstrado. Portanto, a perfeição deveria ser
igual e, consequentemente, as duas substancias seriam iguais, também
contrariando claramente a demonstração anterior. ( dada a definição inicial de
substancia, se uma substancia produzisse uma outra, esta deveria ser idêntica à
primeira, até coincidir com ela)
Além disso, aquilo que foi criado
não pode ter sido criado do nada, devendo necessariamente ter sido criado a
partir de alguma coisa existente: mas que a criatura possa provir de alguma
coisa sem que resulte minimamente diminuída, isso nossa intelecto não pode
compreender. (tanto a hipótese cristã de que o mundo foi criado do nada por
Deus quanto a hipótese neoplatônica da emanação são impensáveis.)
Por ultimo, se quisermos reportar
a uma causa a substancia que é principio das coisa que nascem da sua
propriedade, nós temos que buscar a causa dessa causas, e de novo a causa dessa
causa, ao infinito. De modo que, sendo preciso no final parar e repousar em algum
lugar será preciso fazê-lo nessa substancia única. (Deus, a Substancia,
Matéria, não é causado por nada, porque é causa de si mesmo)
O quarto ponto – de que não
existem substancia ou atributo no intelecto infinito de Deus, além daqueles que
existem formalmente na natureza -, nós demonstramos: 1) com a potencia infinita
de Deus, que faz com que nele não possa existir causa que o determine a criar
uma coisa em vez de outra; 2) com a simplicidade da vontade; 3) com o argumento
de que Deus não pode deixar de fazer tudo o que é bom; 4) com o argumento de
que aquilo que ainda não é não pode jamais ser, posto que uma substancia não
pode criar outra substancia. (Em Deus, a Substancia da inteira realidade, ou
Matéria, ou outro nome que queira chamar, n~qao pode existir nada mais do que
existe na natureza)
Disso tudo decorre que da
natureza afirma-se tudo absolutamente – em outras palavras, que a natureza é
composta de infinitos atributos, cada um dos quais é infinitamente perfeito no
seu gênero: o que corresponde plenamente a definição que se dá de deus. (Deus e
natureza é a mesma coisa)
Sobre o que dissemos ha pouco –
ou seja, que não existe nada no intelecto infinito de deus que não esteja
formalmente na natureza -, alguém assim objetará: se deus já criou tudo, não
poderia mais criar nada. Mas vai contra a sua onipotência que que deus não
possa criar mais nada. (pode-se objetar que a coincidência de Deus com a
natureza de certo modo limita deus).
Admitimos como primeiro ponto,
que deus não pode criar mais nada. Como segundo ponto reconhecemos que, se deus
não pudesse criar tudo o que é suscetível de ser criado, isto contradiria a sua
onipotência, mas nõadmitimos que seja o contrário à sua onipotência não pode
criar aquilo que é em si mesmo contraditório: como dizer que ele criou tudo e
ainda pode criar alguma coisa. Euma perfeição muito maior deus ter criado o que
está em seu intelecto do que não ter criado, ou jamais poder cria-lo. (mas deus
é necessidade e já deve ter criado tudo o que é possível ser criado).
Mas porque insistir tanto? Não se
deve argumentar do mesmo modo quanto à oniciencia de deus? Se deus sabe tudo
ele não pode saber mais nada, mas que deus não possa saber mais nada écontrário
a sua perfeição. Novamente, se deus tem tudo no seu infinito intelecto, e pela
sua infinita perfeição não pode saber mais nada, por que não podemos dizer que
tudo o que tem intelecto Ele produziu e fez, de tal forma que tudo aquilo
existe ou existirá formalmente na natureza? (não é blasfêmia afirmar que Deus
não pode aprender nada, porque isso decorre da sua onisciência).
Posto que sabemos que tudo está
igualmente no intelecto de Deus e que não existe motivo para que Ele tivesse de
criar uma coisa antes da outra – podendo ter pronunciado tudo no mesmo momento
-, vejamos se não poderíamos, de nossa parte, usar contra os nossos adversários
as mesmas armas que usam contra nós. Assim: se Deus jamais pode criar sem que
Lhe restem outras coisas para criar, ele não pode de fato criar aquilo que
poderia; mas, que Ele não possa criar aquilo que pode criar, é contraditório.
Logo, as razões pelas quais afirmamos que todos os atributos que estão na
natureza são um único ser, e não diversos entes, são as seguintes: (pensar que
o mundo foi criado por Deus no tempo, em etapas sucessivas, leva a insanáveis
contradições)
1) Nós
já descobrimos que deve existir um ser infinito e perfeito, e por tal só se
pode entender um ser que tenha uma certa essência deve ter atributos e, quanto
mais essência lhe for atribuída, mais atributos lhe deve ser conferidos; e,
logicamente, se esse ser, é infinito, deve ter um numero infinito de atributos,
e é exatamente por isso que chamamos de ser infinito. (sob infinitos atributos,
a natureza (deus) consiste em uma única substancia).
2) A
unidade que vemos na natureza: se existissem mais seres distintos, um não
poderia comunicar-se com o outro. (a comunicação entre seres distintos da
natureza implica a sua unidade).
3) Nós
já vimos que uma substancia não pode produzir uma outra e que se uma substancia
não existe é impossível que comece a existir. Todavia, não vemos, em nenhuma
das substancias que sabemos existir na natureza - , qualquer necessidade da sua
existência, de modo que a existência não pertence à sua essência tomada
separado: disso deve necessariamente resultar que a natureza, que não nasce de
nenhuma causa e que, todavia, nós bem sabemos que existe, deve ser um ente
perfeito a quem pertence a existência. (cada coisa na natureza tem uma causa,
mas a natureza no seu conjunto não pode ter uma causa. E posto que o que existe
sem ser causado é Deus, deus e a natureza coincidem).
De tudo que
vimos até agora, é evidente que nós afirmamos ser a extensão um atributo de Deus,
o que parece incompatível com a essência de um ser perfeito. Visto ser a
extensão divisível, o ser perfeito se comporia em partes, o que parece
incompatível com deus, que é um ser simples. Além disso, a extensão, quando é
dividida, encontra-se no estado passivo, o que é ainda mais incompatível com a
essência de Deus, que não é passivo e nada pode sofrer de outro sujeito, uma
vez que ele mesmo é causa primeira eficiente de todas as coisas... ( a extensão
é um atributo da natureza de Deus).
Depois de ter
discutido sobre a essência de deus, só nos falta falar dos seus atributos, ou
seja, daqueles que nos são conhecidos e são em numero de dois – pensamento e
extensão -, posto que falamos aqui somente dos atributos que podem ser
verdadeiramente chamados de atributos de Deus e pelos quais nós o conhecemos em
si mesmo. (pensamento e extensão são os dois atributos de deus).
Tudo aquilo que
os homens atribuem a deus fora desses dois atributos e que efetivamente se
aplica a ele deve ser ou uma denominação extrínseca – por exemplo, ele existe
por si mesmo, é único, eterno, imutável, e assim por diante – ou, então, puras
operações, por exemplo: Ele é causa predestinante, regulador de todas as
coisas. O que na verdade é totalmente próprio de Deus, sem que, todavia, se
possa aprender o que seja ele... (pensamento e extensão são as duas únicas
manifestações de Deus compreensíveis ao homem)
Devemos brevemente
distinguir a natureza em duas partes: a natureza naturante e a natureza
naturada. Por natureza naturante entendemos um ser que, por si mesmo, sem ajuda
de nenhuma outra coisa (com todas as propriedades ou atributos que já
descrevemos), é conhecido clara e distintamente. Esse é deus. (Deus é definível
como natureza naturante (criadora) e natureza naturada (criada).
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Falácia do Elo perdido
19 de Fevereiro de 2009
terça-feira, 12 de junho de 2012
Os Nove Desconhecidos e o livros do saber universal
A
tradição dos Nove Desconhecidos remonta à época do imperador Ashoka, que
governou as Índias a partir do ano 273 a.C. Era neto do Chandragunta, primeiro
unificador da Índia. Cheio de ambição como o seu antepassado, cuja tarefa quis
completar, empreendeu a conquista de Kalinga, que se estendia desde a atual
Calcutá até Madras. Os “kalinganeses” resistiram e perderam cem mil homens na
batalha. O espetáculo dessa multidão massacrada transtornou Ashoka. Ficou, para
todo o sempre, com horror à guerra. Renunciou a prosseguir na integração dos
países insubmissos, declarando que a verdadeira conquista consiste em captar a
estima dos homens pela lei do dever e da piedade, pois a Majestade Sagrada
deseja que todos os seres animados usufruam de segurança, liberdade, paz e
felicidade. Convertido ao budismo e devido à sua maneira de agir, Ashoka
espalhou esta religião através das Índias e do seu império, que ia até à
Malásia, Ceilão e Indonésia. Depois o budismo chegou ao Nepal, Tibete, China e
Mongólia. No entanto, Ashoka respeitava todas as seitas religiosas. Aconselhava
os homens a serem vegetarianos, aboliu o álcool e o sacrifício de animais. H.
G. Wells, no seu sumário da história universal, escreve: “Entre as dezenas de
milhares de nomes de monarcas que se amontoam nos pilares da história, o de
Asoka brilha quase isolado, como uma estrela”.
Diz-se que, consciente dos horrores da guerra, o imperador Ashoka quis proibir
para sempre aos homens que utilizassem a inteligência de uma forma prejudicial.
Sob o seu reinado, a ciência da natureza passou a ser secreta, tanto passada
como futura.
As pesquisas, indo da estrutura da matéria às técnicas de psicologia coletiva,
esconder-se-ão, dali em diante e durante vinte e dois séculos, atrás do rosto
místico de um povo que o mundo julga apenas preocupado com o êxtase e o
sobrenatural. Ashoka fundou a mais poderosa sociedade secreta do Universo: a
dos Nove Desconhecidos. Nove Homens, Nove livros, todo o conhecimento do
universo. Possuir um dos livros tornaria um dos nove seres mais fortes do
mundo. Os nove, o mais forte da Terra. Todos os segredos residem nos Nove
Livros que Ashoka fez questão de ocultar. Entretanto, como o portador de um
livro teria um profundo respeito por outro portador, sendo que jamais tentariam
roubá-los um do outro. Assim eles eram repassados de geração em geração, exceto
pelo portador do livro que possuía a chave da imortalidade, que segundo a lenda
continua a ser o mesmo desde o inicio da sociedade secreta.
Continua a dizer-se que os grandes responsáveis pelo atual destino da Índia – e
sábios como Bose e Ram acreditam na existência dos Nove Desconhecidos – deles
recebiam conselhos e mensagens. Com alguma imaginação, é possível avaliar-se a
importância dos segredos que poderiam guardar nove homens beneficiando
diretamente das experiências, dos trabalhos, dos documentos acumulados durante
mais de duas dezenas de séculos. Quais os objetivos que esses homens têm em
vista? Não deixar cair em mãos profanas os meios de destruição. Prosseguir as
investigações benéficas para a humanidade. Esses homens seriam renovados por
cooptação a fim de defender os segredos técnicos de um passado longínquo.
São raras as manifestações exteriores dos Nove Desconhecidos. Uma delas está
ligada ao prodigioso destino de um dos homens mais misteriosos do Ocidente: o
papa Silvestre II, conhecido sob o nome de Gerbert d’Aurillac. Nascido em
Auvergne no ano 920, falecido em 1003, Gerbert foi monge beneditino, professor
da universidade de Reims, arcebispo de Ravena e papa por mercê do imperador
Otão III. Teria passado algum tempo em Espanha, depois, uma misteriosa viagem
tê-lo-ia levado até às Índias, onde captara diversos conhecimentos que causaram
assombro no seu séquito. Também possuía, no seu palácio, uma cabeça de bronze
que respondia SIM ou NÃO às perguntas que ele lhe fazia sobre a política e a
situação geral da cristandade.
Na opinião de Silvestre II (volume CXXXIX da Patrologia Latina, de Migne), esse
processo era muito simples e correspondia ao cálculo feito com dois números.
Tratar-se-ia de um autómato análogo às nossas modernas máquinas binárias. Essa
cabeça “mágica” foi destruída quando da sua morte, e os conhecimentos trazidos
por ele cuidadosamente escondidos. A biblioteca do Vaticano proporcionaria sem
dúvida algumas surpresas ao investigador autorizado. O número de Outubro de
1954 de Computers and Automation, revista de cibernética, declara: “Temos de
imaginar um homem de um saber extraordinário, de uma destreza e de uma
habilidade mecânica fora do comum. Essa cabeça falante teria sido feita “sob
determinada conjunção das estrelas que se dá exatamente no momento em que todos
os planetas estão prestes a iniciar o seu percurso”. Não se tratava nem de
passado, nem de presente, nem de futuro, pois aparentemente essa invenção
ultrapassava de longe a importância da sua rival: o perverso “espelho sobre a
parede” da rainha, precursor dos nossos modernos cérebros automáticos. Houve
quem dissesse, evidentemente, que Gerbert apenas foi capaz de construir
semelhante máquina porque mantinha relações com o Diabo e lhe jurara eterna
fidelidade”.
Teriam outros europeus estado em contato com essa sociedade dos Nove
Desconhecidos? Foi preciso esperar pelo século XIX para que reaparecesse este
mistério, através dos livros do escritor francês Jacolliot.
Jacolliot era cônsul de França em Calcutá na época de Napoleão III. Escreveu
uma obra de antecipação considerável, comparável, se não superior, à de Jules
Verne. Deixou, além disso, várias obras consagradas aos grandes segredos da
humanidade. Essa obra extraordinária foi roubada pela maior parte dos
ocultistas, profetas e taumaturgos. Completamente esquecida em França, é
célebre na Rússia. Jacolliot é formal: a Sociedade dos Nove Desconhecidos é uma
realidade. E o mais estranho é que cita a este respeito técnicas absolutamente
inimagináveis em 1860, como seja, por exemplo, a libertação da energia, a
esterilização por meio de radiações e a guerra psicológica.
Yersin, um dos mais próximos colaboradores de Pasteur e de Roux, teria sido
informado de segredos biológicos por ocasião da sua viagem a Madras, em 1890,
e, segundo as indicações que lhe teriam sido dadas, preparou o soro contra a
peste e a cólera.
A primeira divulgação da história dos Nove Desconhecidos deu-se em 1927, com a
publicação do livro de Talbot Mundy, que pertenceu, durante vinte e cinco anos,
à polícia inglesa das Índias. Esse livro está a meio caminho entre o romance e
a investigação.
Os Nove Desconhecidos utilizariam uma linguagem sintética. Cada um deles
estaria de posse de um livro constantemente renovado e contendo o relatório
pormenorizado de uma ciência. O primeiro destes livros seria consagrado às
técnicas da propaganda e da guerra psicológica. “De todas as ciências, diz
Mundy, a mais perigosa seria a do controle do pensamento dos povos, pois
permitiria governar o mundo inteiro”.
É de notar que a Semântica Geral, de Korjybski, apenas data de 1937 e que foi
necessário aguardar a experiência da última guerra mundial para que
principiassem a cristalizar-se no Ocidente as técnicas da psicologia da
linguagem, quer dizer, da propaganda.
O primeiro colégio de semântica americano só foi criado em 1950. Em França,
apenas conhecemos A Violação das Multidões, de Serge Tchokhotine, cuja
influência nos meios intelectuais e políticos foi importante, apesar de só ao
de leve tocar no assunto.
O segundo
livro seria consagrado à psicologia. Falaria especialmente na maneira de matar
um homem ao tocar-lhe, provocando a morte pela inversão do influxo nervoso.
Diz-se que o judô deriva de certos trechos dessa obra.
O
terceiro estudaria a microbiologia e especialmente os colóides de proteção. O
quarto trataria da transmutação dos metais. Diz uma lenda que nas épocas de
fome, os templos e os organizações religiosas de proteção recebem de uma fonte
secreta enormes quantidades de ouro muito fino.
O quinto incluía o estudo de todos os meios de comunicação, terrenos e
extraterrenos.
O sexto
continha os segredos da gravitação.
O sétimo
seria a mais vasta cosmogonia concebida pela nossa humanidade.
O oitavo
trataria da luz, do eletromagnetismo e do magnetismo.
O nono
seria consagrado à sociologia, indicaria as leis da evolução das sociedades e
permitiria a previsão da queda.
À lenda
dos Nove Desconhecidos está ligado o mistério das águas do Ganges. Multidões de
peregrinos, portadores das mais pavorosas e diversas doenças, ali se banham sem
prejuízo para os de boa saúde. Dizem que as águas sagradas purificam tudo.
Pretenderam atribuir essa estranha propriedade do rio à formação de
bacteriófagos.
Mas por que motivo não se formariam eles igualmente no Bramaputra, no Amazonas
ou no Sena? A hipótese de uma esterilização por meio de radiações aparece na
obra de Jacolliot, cem anos antes de se saber possível um tal fenômeno. Essas
radiações, segundo Jacolliot, seriam originárias de um templo secreto cavado
sob o leito do Ganges. Técnicas conhecidas hoje pela nossa Ciência para
profileração e oxidação de microorganismos
Afastados das agitações religiosas, sociais e políticas, resoluta e
perfeitamente dissimulados, os Nove Desconhecidos encarnam a imagem da ciência
calma, da ciência com consciência. Senhora dos destinos da humanidade, mas
abstendo-se de utilizar o seu próprio poder, essa sociedade secreta é a mais
bela homenagem possível à liberdade em plena elevação. Vigilantes no âmago da
sua glória escondida, esses nove homens vêem fazer-se, desfazer-se e tornar a
fazer-se as civilizações, menos indiferentes que tolerantes, prontos a
auxiliar, mas sempre sob essa imposição de silêncio que é a base da grandeza
humana. Mito ou realidade?
Há aqueles que arriscam uma teoria, uma das mais interessantes é essa:
“O Vedas
possui diversos trechos que supostamente demonstram a interferência de um povo
alienígena convivendo com os indianos há muito tempo. Eram vistos como deuses
por possuir uma tecnologia avançadíssima. Esse povo passou para os indianos o
seu conhecimento. Porém despreparados, os humanos começaram a utilizar de modo
errado, como é o caso dos Vimanas ceifando milhares no campo de batalha com um
único ataque. O povo extraterreno (ou intraterreno) cansado dessa destruição,
retornou para casa. A matança continuou até o dia que Ashoka decidiu por um
fim. Dividiu o conhecimento entre os membros da sociedade e estes foram
ocultados para sempre e utilizados apenas quando necessário.”
Texto
retirado do livro “O despertar dos Mágicos”, de Louis Pauwels e Jacques
Bergier.
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