quarta-feira, 26 de outubro de 2011



   Não escrevo por lucro nem por necessidade. Escrever não é minha lavoura. Também não é para me contradizer, nem para aparecer. Não obedeço nenhuma regra, nenhuma ética. Mais debocho os doutores das letras com meu enigmático vocabulário. Que honra ser satirizado! Quem me dera! Mas só por serem sábios e eu um tolo. Do que nos amedrontamos de procurar que já não vamos descobrir? Que a extinção é exata seja lá qual for seu gênio é uma confiança. Os que descartam, nunca rejeitou essa veracidade. A empreitada do espirito é desatar o mortal das algemas fixadas pelo policiamento, restabelecer o barbarismo da liberdade reprimida; não, digo melhor, o ensaio com a existência é a excelência sentimental, digo, a dignidade do Gênio. Os espiritas dogmáticos de doutrinas maciços consideram-se uma imanência do gênio. Paradigmas de desajustados. Doentes médicos da religião que querem curar os santos com suas próprias enfermidades. A vacina de vírus fracos para imunizar a religião. Mas não ver que só faz proliferar a dignidade do gênio?  Que seja! Mas não é que não são sabichões de si mesmo!
Então diz: se o momento não for unidimensional podemos viver nessa rotina infinita. Ora, e por acaso houve algum momento? O momento deu inicio e fim a si mesmo em algum momento. E continua: tudo estar no seu tempo, pois nada é sem tempo. Então corre no tempo não por gênio, mas por relaciona-lo. E diz que a velocidade é a nova temporada. A velocidade é a pedra angulada. Gênio da notícia. Evitais a temporada na ocasião! Empacai na estação em andamento!
Diz hoje o ambientalista: a tara que inicia a filosofia é a racionalidade. Mas nem ao menos se dão o trabalho de ver que quanto razoáveis são.
O cristianismo é uma renuncia a vida, eis porque Jesus quis morrer nos moldes de Sócrates.
 Mas com certeza não é mais imaginável retroceder à inocência simples e feliz do gênio inicial sensível, ou seja, a uma instintiva felicidade inconsciente. A facilidade e naturalidade da linguagem que emana de Vieira. O preto no branco não é distinto de uma única palavra paz. Haverá paz entre o céu e o inferno? Amizade e pretexto são misturas heterogênicas que se harmonizam. A amizade é incômoda, o pretexto uma alucinação. A firmeza torna a amizade fiel e constante, mas nenhuma amizade apropriada admitirá de não ter uma dimensão de alucinação, de aberração.
Diz o positivista: se o homem atual fosse capaz de voltar à mentalidade arcaica pré-cristã e anular o sentido linear do tempo, terá dado o maior passo em direção á grande mutação para o Grande homem.
Esse conseguiu ir além das fronteiras filosóficas. Prossigamos então nesse mesmo caminho em busca do paraíso perdido. O nostálgico só pensa: “Eu era feliz e não sabia, mas como era doce o meu mel!”.
Mas o filosofo arrisca considerar a confusão social em que o Pequeno homem se meteu no mundo do lucro financeiro. Então se dá conta de que habituar-se agora só é possível se fazer um pacto social que leve em conta à irreversibilidade das transformações produzidas pela História. Sabe que a filosofia brotou da vontade de domínio. A possibilidade é mínima, mas é possível. Vivemos no único mundo que é possível ter probabilidades.
Então o doutor diz: Se o retorno ao instinto não é possível, tampouco o uso de uma racionalidade férrea e fria pode dar uma resposta verdadeira ao dilema fundamental da política: como, por exemplo, garantir, ao mesmo tempo, a segurança coletiva e a liberdade individual; Ponto.
Mas como? Penso, como um professor em atividade, que só resta à escola fazer uma profunda alteração antropológica do ser humano que frequenta a escola de modo a tornar inoperantes as podridões produzidas pela sociedade. Taí uma receita pronta! Não tem erro. É só seguir o teor, mas se os sintomas persistirem procure a orientação de seu médico. No Brasil a disciplina de Sociologia tornou-se obrigatória nas escolas depois de muita luta. Antes tarde do que nunca. É pouco, mas já é um braço de mar. Mas o que se ensina em sociologia? Ser cúmplice? Somente um homem não mais educado na escola do egotismo e do domínio particular poderá fazer escolhas maquiavelices com base não nos seus interesses particulares, mas tendo em vista o bem-estar do conjunto da sociedade, segundo os princípios da vontade geral. Generosidade de pensamento! Péssimo exercício.
                                  (continua no poste seguinte)


quinta-feira, 20 de outubro de 2011




AS CORRENTES FILOSÓFICAS ATUAIS

1. O Humanismo e as ideias da Renascença Torna-se necessário dá uma breve noção do Humanismo e do Renascimento a fim de entender como nasceram as correntes filosóficas que estão na base do comportamento político e social atual. Dificilmente conseguiremos entender as correntes filosóficas atuais se não as colocamos dentro de sua época histórica. Por isso, antes de falarmos sobre Idealismo, Existencialismo, Positivismo etc... Precisamos dá uma breve noção da época histórica que as ocasionou.
     O Humanismo da Renascença é um fenômeno tipicamente europeu que decorre, mais ou menos, de 1400 a 1590, quase dois séculos, e no qual assistimos a uma espécie de redescoberta dos valores da razão e do sentimento humano. Na literatura os escritores foram buscar o modelo clássico dos gregos, a rima, a métrica, a estética e a forma. Mas não é só beleza que é retratada na poesia, na pintura e na escultura, mas é também a razão humana que se afirma mediante o trabalho e o dinheiro ganho, permitindo que o homem se torne independente do poder do Imperador e do Papa, as duas únicas autoridades até então reconhecidas. Com efeito, o homem da Renascença descobre que com a ajuda da pesquisa, do trabalho e do dinheiro pode alcançar o poder. Este fato condiciona um novo modo de pensar (claro que nem todo homem pensava assim, mas, talvez, somente aqueles que alcançavam o poder, mas a coisa é imposta de cima para baixo) via-se nas novas ciências, no trabalho individual e no dinheiro, uma possibilidade de autoafirmação, subtraindo-se ao julgo material do Imperador e do Papa. Esse novo modo de ver os domínios da Natureza, como algo que pode ser pesquisado e explorado ao máximo, levou o homem da Renascença a concluir que a ciência só pode ser experimental e empírica e, portanto, ela não tem valor metafísico, isto é: ela não leva a conclusões filosóficas nem teológicas. Ela é o que é: experimental, empírica, provisória, imediata. Abre-se assim a porta ao Imanentismo (sistema de pensamento fundado sobre a imanência - que é uma filosofia que sustenta que a causa do universo é intrínseca ao próprio universo. É como se perguntássemos que “Se Deus é causa em si, causa sui, por que não o próprio universo é causa em si mesmo? Essa era uma ideia tão clara na Renascença que perdura até hoje; muito embora a camada popular do povo brasileiro (homem comum), em especial, sob a influencia católica europeia vinda de Portugal que na época da Contra Reforma dos padres jesuítas que foram os primeiro professores e educadores no Brasil, aceitam melhor o Transcendalismo que é mais adequado e, portanto, aceitável pelo cristianismo e, por aderirem ao cristianismo, aceitam o dogma da criação. Essa camada de “homens comuns” são influenciados por intelectuais religiosos, (Sto. Agostino) e não por reflexão. Pois a transcendência coloca a causa do universo em algo que está fora dele. Esse algo fora dele é mais ontológico (filosofia do Ser que pode ser chamado de Deus) Os conceitos de imanência e de transcendência, pois, domina todo o pensamento atual. Procuremos entende-los: na filosofia antiga, que vai dos gregos até, mais ou menos, o começo da filosofia cristã, admitia-se a existência do mundo e de Deus. Como se os dois pudessem coexistir, era explicado mediante um dualismo; afirmava-se que Deus e o mundo eram separados entre si, mas subsistia cada um por conta própria; eram eternos, mas cada um descuidava do outro, pois ambos tinham, por assim dizer, seu caminho a cumprir pela Eternidade. Na filosofia cristã, que em sua forma sistemática começa com S. Agostino (354 – 430 D.C.), admite-se a existência de um Ser Superior e do mundo da seguinte maneira:  Ambos estão totalmente separados, mas o mundo, com todos os seres, havia sido criado mediante a vontade desse Ser Superior - Como esse Ser criou o universo é tema de discursão ainda hoje, porque não se sabe se esse Ser foi o mesmo que criou a matéria a partir do nada ou só modificou uma matéria que o precedia, ou, se tirou de si mesmo órgãos capazes de serem transformados, mas aqui não é literalmente criação, mas transformação da matéria. A discursão não termina quando se questiona também se esse Ser não teria sido criado também ou uma modificação primária – porém, continuando o raciocínio, havia separação total entre a criatura e o Criador, e para evitar qualquer “contaminação” deste com a matéria, forjou-se a palavra Transcendente e dizia-se que Deus transcende a totalidade do mundo do criado, isto é, Deus está totalmente fora da matéria e das células dos seres, embora fosse a causa de sua existência. O seja, tivesse ele criado o mundo, mas sem fazer parte dele, como um pintor que pinta seu quadro, mas não é possível está nele. Esse pensamento elimina a onipotência de Deus Podemos dizer que não existe o mal, por exemplo, mas não podemos dizer que não temos medo do mal. Ter medo de uma coisa que não existe é fobia psicológica? Na filosofia atual, condicionada pela ciência experimental, manipulação, que estuda com exclusividade o fenômeno material, o Deus que a filosofia medieval havia colocado fora do mundo é deixado de lado e descuidado com a justificativa de que, se existe, não pode ser objeto de pesquisa, ou, como alguns cientistas dizem, “não se pode colocar Deus debaixo do microscópio ou do telescópio”; já aceita pelos teólogos atuais que para se esquivar da pergunta diz: “não se pode provar a existência de Deus em um laboratório”. E aquilo que a gente sente, emocionalmente, subjetivo, de Deus, pertence mais ao campo da psicologia do que da ciência e da filosofia. Embora a psicologia seja uma ciência humana. Então. Formou-se, assim, uma mentalidade imanetista que podemos traduzir assim: Deus está no mundo; na matéria; este mundo é Deus; ou ainda: eu sou Deus, não há outro Deus lá em cima ou aqui em baixo. Nisto se resume quer no pensamento: idealista, positivista, materialista ou o existencialista no mundo atual. 2. Os antecedentes históricos das correntes filosóficas atual Com certeza as causas desse espirito filosófico imanetista são, historicamente, complexas. Contudo, para fixarmos uma data com antecedente histórico, podemos dizer que elas começam com Leonardo da Vinci (1452 – 1519). Do ponto de vista filosófico, ele pode interessar-nos pelo fato de questionar a autoridade religiosa e civil no campo científico. Com efeito, ele reconhecia uma única autoridade: a pesquisa. Como era protegido por Francisco I, da França, ele levou a pesquisa em todos os campos, proclamando que “a pesquisa nunca nos engana”. Da Vinci não fundou nenhuma escola, mas iniciou e influenciou um comportamento. Atualmente, o romancista Dan Brown usou as obras de Da Vinci, em especial a Ultima Ceia, como fonte de pesquisa no seu livro O Código Da Vinci. O livro se tornou o maior Best-seller de todos os tempos. Acima de qualquer autoridade religiosa ou civil, acima mesmo da Sagrada Escritura, existe a pesquisa objetiva: a única que nos dá o conhecimento libertador. Era um incentivo muito sublime para procurar respostas verdadeiras na natureza mediante a pesquisa. Quem conhece a intelectualidade de Leonardo da Vince, dispensa comentários. Podemos citar alguns nomes, cronologicamente, mas com risco de fazer injustiça, de ilustres pensadores e pesquisadores que recolheram e desenvolveram as ideias de Da Vinci: Tomaso Campanella (1568 – 1639), Bernardino Telésio (1509 – 1588), Giordano Bruno (1568 – 1600), Galileu Galilei, René Descartes e outros. Galileu Galilei procurava provar que Copérnico estava correto ao dizer que o Sol é fixo e não a terra que é fixa. Obviamente olhando não só o céu, mas as correntes marinhas que faz as aguas balançarem como se estivesse dentro de uma banheira e que de um lado para outro quando suspendida pelos lados faz as águas movimentarem. Ficando mais evidente nas porocas dos rios ou maré que faz o rio ter o percurso da água ao contrario porque a agua desce para o mar durante algumas horas, mas ela retorna subindo o rio. Mas isso não era legal, pois seria prepotente e arrogante e por demais subversivos admitir uma verdade em discordância com a Sagrada Escritura que é cosmologicamente aristotélica, pois Josué teria dito aos israelitas: “Sol, detém-te sobre Gabaon, e tu, ó Lua, sobre o vale de Ajalon. E o Sol parou no meio do céu e não se apressou a pôr-se pelo espaço de quase um dia inteiro” (Js 10, 12 – 13). Quanto à Lua, o escritor Sagrado acertou em seu estado, mas o erro foi comparar o Sol com o deslocamento lunar. Como esse texto era usado para sustentar a “verdade”, posto que estivesse escrito em um dos livros das Escrituras Sagradas, não havia necessidade de questiona-la, mas Galileu acabava de uma vez por todas o mito sagrado da autoridade, até então fonte de todo conhecimento e saber oficial. Essa descoberta abalou muita gente e o próprio Descartes foi o filosofo que mais se angustiou com isso. Como Galileu tinha rompido com a ingerência da autoridade religiosa no campo da pesquisa objetiva, a maioria dos filósofos passou a pensar e filosofar a partir de dados alcançados por descartes que já havia formulado um método científico influenciado por Galileu. Dai podemos dividir as correntes filosóficas em duas sucessivamente: • As que dão continuação à reflexão sobre dados da “substancia pensante” representado por: Kant, Hegel, Spinoza, Leibniz etc. • E os idealistas que dão continuação à reflexão sobre os dados da “Substancia Extensa”: dessa corrente fizeram parte todos os materialistas, positivistas e neopositivistas. Então a coisa ficou assim na forma de pensar antes e depois de Descartes:  Antes: objetivismo e transcendência.  Depois, subjetivismo e imanência. Pitágoras apresentou-nos o “mundo inteligível” em oposição ao mundo sensível. Platão entendia que as ideias são reais enquanto elas forem princípios exemplares e originais da realidade. Uma espécie de cópia autenticada a partir do original. Depois de Kant o sentido de idealismo foge um pouco do sentido anterior porque ver que a realidade objetiva é só ideia. Essa ideia só existe quando ela representa aquilo que pensa. Ou seja, o sujeito pensante. De maneira que a realidade não existe por si mesma sem que tenha um sujeito pensante e compreensivo, mas existe por força desse ato. Assim o idealismo está todo colocado no “individuo pensante”, no “eu” ou “consciência”. Para Fichte, a concepção do mundo, da natureza e dos seres é uma criação inconsciente do “eu puro”. Entre as muitas realidades, o Estado é a suprema realização do eu Puro; portanto, acima do Estado não existe nada – nem Deus. Porque Deus, para Fichte, é a ordem real do mundo subjetivo. Podemos chamar o idealismo de Fichte como “idealismo subjetivo” Para Kant, o idealismo não é absoluto, completo; com efeito, ele admite a existência de uma realidade em si a qual o espirito humano impõe suas formas. Já com Hegel, como veremos, temos o idealismo absoluto. Então isso significa que nada existe senão pelo espirito e no espirito e também que tudo é sustentado por um Espirito Absoluto, isto é, primeira e universal origem de tudo aquilo que existe e existirá. Confrontando com esse Espirito Absoluto, nosso espirito só pode ser emanação ou participação. Pode-se dizer que o idealismo absoluto representa a mediação para uma filosofia do espiritualismo; estamos novamente na direção do platonismo que havia estabelecido uma identidade entre Ideia como inteligível e a Inteligência como tal. A máxima de Hegel: “se a essência da realidade é razão, então razão é a realidade”. Ou seja, “se o real é racional, então o racional é real”. Embora Hegel dê prioridade para a ideia com relação ao real, entende que a ideia é cheia de conteúdo: é a ideia do real. Ele entende que a mais importante de todas as categorias é a de relação pelo fato de que tudo é relação; e o contraste ou contradição é a mais universal das relações. Assim ele conceitua a realidade objetiva que o intelecto conhece é estático, mas, mesmo que fosse não podemos negar que a razão é dinâmica, evolutiva e produtora em resposta a voz interior que vem desses sentidos e intelectos estáticos de Hegel. Mas Hegel procura corrigir-se no Devir. Pois o mundo real é essencialmente um mundo potencial. Isso que dizer que ele está sempre em mudança, e, portanto um mundo aberto para o infinito, pois não há limites para a potencialidade. Enquanto Kant ver o agora limitado, para Hegel, o agora absoluto é infinito. Portanto, para Hegel, a Ideia, que pelo fato de ser potente e evolutiva, é infinito. O espirito forma uma espécie de trindade semelhante ao do cristianismo porque a pessoa humana é o espírito subjetivo; a sociedade é o espirito objetivo; e a Ideia Universal advinda do individuo e da sociedade é o Espirito Absoluto. Assim, nessa pirâmide existencial é hierárquica porque que tem menos valor é o individuo que tem a sociedade logo acima dele, mas a sociedade está abaixo do Estado absoluto. Hegel proclama o Estado como supremo representante visível do Deus invisível. Nessa estrutura de valores em forma de pirâmides, democracia não tem sentido; é, segundo Hegel, “quantidade sem qualidade”, pois que confere dignidade, unidade e valor à massa do povo é “o governo que se identifica com o Estado”. Para tanto o Estado deve exercer autoridade absoluta. A Ideia Absoluta se realiza plenamente no absolutismo de estado, cuja grandeza realiza a grandeza do povo. O ditador é a figura mais perfeita do absolutismo de Estado. Pense o leitor em todos os ditadores surgido no decorrer da Historia, de direita ou de esquerda, espiritualistas, positivistas ou materialistas: todos eles se apresentaram ao povo como encarnação do Espirito Absoluto e tiveram como base a filosofia místico-idealista de Hegel. Hitler é, com certeza, a mais perfeita realização do Espirito objetivo que fascinou o Espirito subjetivo do povo alemão, que chegou a considera-lo arauto do Espirito Absoluto. Hitler nunca provou o que afirmava; mas acreditavam no que ele dizia. Ele fundamentou toda a sua atividade politica na filosofia mística-idealista de Hegel, cujas ideias ainda permeiam vivas entre o povo alemão. Por isso podemos afirmar que o nazismo não começou com Hitler e não acabou com ele. No processo dialético de Hegel, os indivíduos, um por um, e as coisas, uma por uma, são realização caduca, finita, passageira de uma Ideia que é Absoluta e Eterna. Amanhã essa Ideia, em sua evolução, realizará indivíduos melhores, coisas melhores. Assim fica claro que, na ordem lógica, em primeiro lugar temos a Ideia; em segundo lugar, e somente depois, temos a sua realização transitória e caduca, mas, evidentemente, cada vez mais aperfeiçoada, pois está no em continuo vir – a – ser. Na ordem ontológica, porém, o Infinito, o Absoluto, enfim, a Ideia, como única e exclusiva realidade das coisas, não existe para além do infinito, do criado, mas supera-o em si própria: é o processo dialético da Ideia, ou se preferimos do Deus de Hegel, longínqua lembrança do “panta rei” de Heráclito: o Ser está sempre em evolução. A visão de uma procissão que se arrasta pela rua de uma cidade carregando um santo no andor é um exemplo. Na filosofia de Hegel, quem está no andor é a Ideia de Humanidade (quanto grupo social); quem carrega essa Ideia para frente são os indivíduos reais, é a Humanidade viva cuja existência real, mas evolutiva, permite à Ideia de Humanidade avançar pelo infinito. Os homens passam; a Ideia fica e evolui por um processo dialético. E se, por acaso, nesse interminável vir- a - ser, nessa estranha procissão, os homens resolvessem não mais colaborar? Se por uma hipótese absurda os homens preferissem a morte que seguir carregando essa Ideia de Humanidade? Então Hegel, em sua antropologia filosófica, faz exigência de um governo forte, verdadeira realização do Absoluto, que não aceita desculpas. Resumindo: o que é idealismo? É uma doutrina filosófica que afirma que somente podemos conhecer com certeza nossas ideias, ou seja, o mundo interior de nossa consciência, o mundo da subjetividade.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O IDEALISMO Quando olhamos o mundo e tudo que nele existe, como pessoas animais, pedras estrelas, plantas... então dizemos que conhecemos essas coisas e que elas estão lá fora de nós. então somos levados a pensar que há um mundo objetivo e real, em oposição ao nosso mundo interior e subjetivo. mas isso não é tão simples assim como parece. por exemplo, quando vemos um livro, eu digo que conheço um livro e chamo-o de livro porque corresponde a ideia de livro que de antemão já está na minha cabeça. desse jeito, conhecer é perceber-me de algo que existe fora de mim e que enquadro-o numa ideia que possuo. é nesse processo que se insere o idealismo. Idealismo é uma doutrina filosofica que na sua aproximação com a realidade, coloca em primeiro lugar o conhecimento dessa realidade, ou seja, o modo como se processa esse conhecimento na conciencia de quem conhece e somente em segundo lugar a realidade que é conhecida. Portanto, trata-se de uma doutrina que se opõe à teoria do realismo, que, no fenômeno cognitivo, salienta em primeiro lugar a realidade conhecida. melhor dizendo: no conhecimento, por exemplo, do livro, o realismo salienta em primeiro lugar a idéia de livro.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Renê Descartes René Descartes (La Haye en Touraine, 31 de março de 1596 — Estocolmo, 11 de fevereiro de 1650[1]) foi um filósofo, físico e matemático francês[1]. Durante a Idade Moderna também era conhecido por seu nome latino Renatus Cartesius. Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria - fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, ele foi uma das figuras-chave na Revolução Científica. Descartes, por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele. Muitos especialistas afirmam que a partir de Descartes inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna. Décadas mais tarde, surgiria nas Ilhas Britânicas um movimento filosófico que, de certa forma, seria o seu oposto - o empirismo, com John Locke e David Hume.
Desde que foi implantada a disciplina de Filosofia no Ensino Fundamental na escola publica brasileira, fez se necessario um conteudo dessa disciplina devido a falta de materias de Filosofia. como sou de Santa Luzia do Paruá, vou dá uma empurrão para os iniciadores de Filosofia. espero que os professores e alunos não se atenha somente em contar historia e biografia de filósofos, mas que possam filosofar. começarei pelo que chamamos de existencia porque só podemos, por enquanto falarmos de filosofia do Ser (ontologia) e filosofia do Conhecimento (Gnosiologia) devo lembrar, que muito embora eu crio link para algumas palavras, elas ainda não estão disponivel para pesquisa nesse saite, mas espero poder postar os texto que o links se referem. Partirei então de Descartes Renê Descartes era do tipo de homem que confiava nos sentidos. O sentido é uma fonte de confiança, isso não a dúvida, mas também podemos sermos enganados por eles. Muitos são os exemplos. No caso de Descartes, Galileu, cientista astrologico percebeu, com a ajuda de Copernico, que o movimento do Sol é aparente. ou seja, ele é fixo, mas a terra é que se movimenta. E fazia isso com dois movimento constante: o de rotação e o de translação. Então Descartes quase pirou. Ele sentia a necessidade de encontrar um solução, pois não podia mais acreditar na autoridade sagrada e na existencia de Deus, visto que se os sentidos podem enganar, qualquer verdade poderia ser uma verdade objetiva. ou seja, válida como universal e irrefutável. a sua angustia so acabou quando seu raciocínio foi capaz de perceber que ele pensava. Então a famosa e clássica frase: " Penso, logo existo!" Podemos dezer de outra maneira como: Estou duvidando!?... Mas se eu estou pensando isso significa, logicamente, que eu existo, então adimito a existencia de um Criador que me fez. Logo o Criador ( Deus) existe. Pois bem, primeiro é que sabemos que não existe criador porque não existe criatura. ninguem é capaz, nem mesmo Deus de criar algo. a matéria, o universo, os objetos que dele faz parte é somente transformados. Uma pequena semente transforma-se em uma universo árvore que no final só reproduziu a si mesmo, semente multiplicada. Não há criação de semente e nem de arvore porque foi uma transformação. o que aconteceu com a primeira semente é que ele se duplicou. isso é perfeitamente explicado na biologia celular da meiose e diploide. quando flamos de Big-Bang, podemos ver na semente um Little-bang porque a semente se rompe e explode para se transforma em arvore, universo. Descartes pode ter encontrado a paz em seu intelecto tão atormentado. Qualquer homem pequiridor sente esse tormento. Você que estar lendo esse texto é um pesquisador atormentado. é tipico de pesquisadores sérios, mas não passivos de erros. porque Descartes não se deu conta de que seu pensamento era subjetivo, não vale para todos. embora a existencia do objeto pensado fosse real, a percepção dessa realidade era subjetiva. Ele fazia a realidade depender de sua alma, de Deus e do mundo, do seu pensamento. assim ele abriu brecha para outros pensassem que quem cria Deus e o mundo é o pensamento. Ele deu continuidade ao pensamento de Galileu de que tudo aquilo que existe ou é substancia pensante, ou é substancia extensa. Pertence á esfera da substancia pensante além do espírito que pensa, tambem Deus e os atributos da alma; pertence à esfera da substantcia extensa tudo quanto tem extensão com por exemplo: movimento, figura, peso, dimensão, enfim os corpos. é de se notar que Deus, espirito e alma não tem esses atributos acima citados necessários ao critério de existência. Pois bem, quando Galileu rompeu com a ingerencia da autoridade religiosa no campo da pesquisa objetiva, quase todos os filósofos a partir de então começaram a pensar e filosofar a partir de dados alcaçados por descartes. Então podemos falar de duas correntes filosoficas sucessivas: as que dão continuidade á reflexão sobre dados da "substancia pensante", cujos representantes são : Kant, Hegel, Spinoza, Leibniz e os idealistas; as que dão continuidade á reflexção sobre os dados da "substancia extensa". com os materialistas em geral e, entre eles, os positivistas e os neopositivistas. Em resumo podemos dizer que na história do pensamento ocidental tivemos um novo começo: antes e depois de Descartes; o objetivismo e a imanência, depois de descartes que foi chamado o pai da filosofia moderna. Espero poder ter ajudado um pouco na sua pesquisa e entendimento sobre o que procuras. um abraço! Cláudio Fontana teles de Carvalho

sábado, 1 de outubro de 2011

O NOME DA ROSA

Esse filme serve para os alunos pesquisarem sobre a sociedade.em aula de sociologia é recomendado. vejamos algumas dicas de pesquisas para entedermos a sociedade atual com ponto de partida a baixa idade média.

http://www.youtube.com/watch?v=lvJ_yGPvdtM&feature=share Estranhas mortes começam a ocorrer num mosteiro beneditino localizado na Itália durante a baixa idade média, onde as vítimas aparecem sempre com os dedos e a língua roxos. O mosteiro guarda uma imensa biblioteca, onde poucos monges tem acesso às publicações sacras e profanas. A chegada de um monge franciscano (Sean Conery), incumbido de investigar os casos, irá mostrar o verdadeiro motivo dos crimes, resultando na instalação do tribunal da santa inquisição.



INTRODUÇÃO

A Baixa Idade Média (século XI ao XV) é marcada pela desintegração do feudalismo e formação do capitalismo na Europa Ocidental. Ocorrem assim, nesse período, transformações na esfera econômica (crescimento do comércio monetário), social (projeção da burguesia e sua aliança com o rei), política (formação das monarquias nacionais representadas pelos reis absolutistas) e até religiosas, que culminarão com o cisma do ocidente, através do protestantismo iniciado por Martinho Lutero na Alemanha em 1517.

Culturalmente, destaca-se o movimento renascentista que surgiu em Florença no século XIV e se propagou pela Itália e Europa, entre os séculos XV e XVI. O renascimento, enquanto movimento cultural, resgatou da antigüidade greco-romana os valores antropocêntricos e racionais, que adaptados ao período, entraram em choque com o teocentrismo e dogmatismo medievais sustentados pela Igreja.

No filme, o monge franciscano representa o intelectual renascentista, que com uma postura humanista e racional, consegue desvendar a verdade por trás dos crimes cometidos no mosteiro.



1. Contextualização

Discussão dos elementos formadores da cultura moderna, o surgimento do pensamento moderno, no período da transição da Idade Média para a Modernidade.


O Filme

O Nome da Rosa pode ser interpretado como tendo um caráter filosófico, quase metafísico, já que nele também se busca a verdade, a explicação, a solução do mistério, a partir de um novo método de investigação. E Guilherme de Bascerville, o frade fransciscano detetive, é também o filósofo, que investiga, examina, interroga, duvida, questiona e, por fim, com seu método empírico e analítico, desvenda o mistério, ainda que para isso seja pago um alto preço.


O Tempo

Trata-se do ano 1327, ou seja, a Alta Idade Média. Lá se retoma o pensamento de Santo Agostinho (354-430), um dos últimos filósofos antigos e o primeiro dos medievais, que fará a mediação da filosofia grega e do pensamento do início do cristianismo com a cultura ocidental que dará origem à filosofia medieval, a partir da interpretação de Platão e o neoplatonismo do cristianismo. As teses de Agostinho nos ajudarão a entender o que se passa na biblioteca secreta do mosteiro em que se situa o filme.


Doutrina Cristã

Neste tratado, Santo Agostinho estabelece precisamente que os cristãos podem e devem tomar da filosofia grega pagã tudo aquilo que for importante e útil para o desenvolvimento da doutrina cristã, desde que seja compatível com a fé (Livro II, B, Cap. 41). Isto vai constituir o critério para a relação entre o cristianismo (teologia e doutrina cristã) e a filosofia e a ciência dos antigos. Por isso é que a biblioteca tem que ser secreta, porque ela inclui obras que não estão devidamente interpretadas no contexto do cristianismo medieval. O acesso à biblioteca é restrito, porque há ali um saber que é ainda estritamente pagão (especialmente os textos de Aristóteles), e que pode ameaçar a doutrina cristã. Como diz ao final Jorge de Burgos, o velho bibliotecário, acerca do texto de Aristóteles – a comédia pode fazer com que as pessoas percam o temor a Deus e, portanto, faz desmoronar todo esse mundo.



2. Disputa de Filosofia

Entre os séculos XII e XIII temos o surgimento da escolástica, que constitui o contexto filosófico-teológico das disputas que se dão na abadia em que se situa O Nome da Rosa. A escolástica significa literalmente "o saber da escola", ou seja, um saber que se estrutura em torno de teses básicas e de um método básico que é compartilhado pelos principais pensadores da época.

2.1 Influência aos Pensamentos

A influência desse saber corresponde ao pensamento de Aristóteles, trazido pelos árabes (mulçumanos), que traduziram muitas de suas obras para o latim. Essas obras continham saberes filosóficos e científicos da Antigüidade que despertariam imediatamente interesses pelas inovações científicas decorrentes.

2.2 Consolidação Política

A consolidação política e econômica do mundo europeu fazia com que houvesse uma maior necessidade de desenvolvimento científico e tecnológico: na arquitetura e construção civil, com o crescimento das cidades e fortificações; nas técnicas empregadas nas manufaturas e atividades artesanais, que começam a se desenvolver; e na medicina e ciências correlatas.

2.3 Pensamento Aristotélico

O saber técnico-científico do mundo europeu era nesta época extremamente restrito e a contribuição dos árabes será fundamental para este desenvolvimento pelos conhecimentos de que dispunham de matemática, de ciências (física, química, astronomia, medicina) e de filosofia. O pensamento agora (Aristotélico) será marcado pelo empirismo e materialismo.



3. A Época

O enredo desenvolve-se na ultima semana de 1327, num monastério da Itália medieval. A morte de sete monges em sete dias e noites, cada um de maneira mais insólita - um deles, num barril de sangue de porco, é o motor responsável pelo desenvolvimento da ação. A obra é atribuída a um suposto monge, que na juventude teria presenciado os acontecimentos.

Este filme é uma crônica da vida religiosa no século XIV, e relato surpreendente de movimentos heréticos. Para muitos críticos, o nome da rosa é uma parábola sobre a Itália contemporânea. Para outros, é um exercício monumental sobre a mistificação.



4. O Título

A expressão "O nome da Rosa" foi usada na Idade Média significando o infinito poder das palavras. A rosa subsiste seu nome, apenas; mesmo que não esteja presente e nem sequer exista. A " rosa de então" , centro real desse romance, é a antiga biblioteca de um convento beneditino, na qual estavam guardados, em grande número, códigos preciosos: parte importante da sabedoria grega e latina que os monges conservaram através dos séculos.


5. Biblioteca do Mosteiro

Durante a Idade Média umas das práticas mais comuns nas bibliotecas dos mosteiros eram apagar obras antigas escritas em pergaminhos e sobre elas escreve ou copiar novos textos. Eram os chamados palimpsestos, livretes em que textos científicos e filosóficos ma Antigüidade clássica eram raspados das páginas e substituídos por orações rituais litúrgicos.

O nome da rosa é um livro escrito numa linguagem da época, cheio de citações teológicas, muitas delas referidas em latim. É também uma crítica do poder e do esvaziamento dos valores pela demagogia, violências sexuais, os conflitos no seio dos movimentos heréticos, a luta contra a mistificação e o poder. Uma parábola sangrenta patética da história da humanidade

Baseado: No romance de mesmo nome de Umberto Eco.


5.1 - Pensamento

O pensamento dominante, que queria continuar dominante, impedia que o conhecimento fosse acessível a quem quer que seja, salvo os escolhidos. No O nome da Rosa, a biblioteca era um labirinto e quem conseguia chegar no final era morto. Só alguns tinham acesso. É uma alegoria do Umberto Eco, que tem a ver com o pensamento dominante da Idade Média, dominado pela igreja. A informação restrita a alguns poucos representava dominação e poder. Era a idade das trevas, em que se deixava na ignorância todos os outros.



6. História

Em 1327 William de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano, e Adso von Melk (Christian Slater), um noviço que o acompanha, chegam a um remoto mosteiro no norte da Itália. William de Baskerville pretende participar de um conclave para decidir se a Igreja deve doar parte de suas riquezas, mas a atenção é desviada por vários assassinatos que acontecem no mosteiro. William de Baskerville começa a investigar o caso, que se mostra bastante intrincando, além dos mais religiosos acreditarem que é obra do Demônio. William de Baskerville não partilha desta opinião, mas antes que ele conclua as investigações Bernardo Gui (F. Murray Abraham), o Grão-Inquisidor, chega no local e está pronto para torturar qualquer suspeito de heresia que tenha cometido assassinatos em nome do Diabo. Considerando que ele não gosta de Baskerville, ele é inclinado a colocá-lo no topo da lista dos que são diabolicamente influenciados. Esta batalha, junto com uma guerra ideológica entre franciscanos e dominicanos, é travada enquanto o motivo dos assassinatos é lentamente solucionado.

O ano é 1327. Representantes da Ordem Franciscana e a Delegação Papal se reúnem num monastério Beneditino para uma conferência. Mas a missão deles é subitamente ofuscada por uma série de assassinatos. Utilizando sua brilhante capacidade de dedução, o monge franciscano William de Baskerville (Sean Connery), auxiliado pelo seu noviço Adso de Melk (Christian Slater), se empenha para desvendar o mistério. Mas antes que William possa completar sua investigação, o monastério é visitado pelo seu antigo desafeto, o Inquisidor Bernardo Gui (F. Murray Abraham). O poderoso Inquisidor está determinado a erradicar a heresia através da tortura e se William, o caçador, persistir na sua busca, também se tornará caça. Mas à medida que Bernardo Gui se prepara para acender a fogueira da Inquisição, William e Adso voltam à biblioteca labirintesca e descobrem uma verdade extraordinária ...



Resumo de O Nome da Rosa


Do ponto de vista do filme que hoje está sendo abordado, notamos que a história passa em um mosteiro na Itália Medieval. A idade média assistiu, em sua agonia um grande debate Filosófico Religioso. Perdido o equilíbrio do tomismo, o homem medieval caiu em dois extremos opostos.

De um lado os humanistas racionalistas Frei Guilherme de Ockham, um édito moderno. Tais humanistas cultivaram o antropocentismo julgaram que graças Pa ciências e a técnica, o homem seria capaz de vencer todas as misérias do mundo, até criar uma era de grande prosperidade material e de completa felicidade natural.

De outro lado místicos com visão extremamente pessimista da realidade. Para eles o mundo era intrinsecamente mau e irredimível por ser obra de um DEUS perverso, distinto da divindade. Acreditavam que a razão humana era má e só seria desejável perder-se no nada divino.

No mosteiro, sete monges morrem estranhamente, isto aborda muito a violência.

Há também uma violência sexual, no qual mulheres se vendem aos monges em troca de comida e muitas vezes depois são mortas.

Movimentos ecléticos do século XIV, a luta contra a mistificação, o poder, o esvaziamento de valores pela demagogia, são mostrados em um cenário sangrento sobre a política da historia da humanidade.



Estranhas mortes começam a ocorrer num mosteiro beneditino localizado na Itália durante a baixa idade média, onde as vítimas aparecem sempre com os dedos e a língua roxos. O mosteiro guarda uma imensa biblioteca, onde poucos monges tem acesso às publicações sacras e profanas. A chegada de um monge franciscano (Sean Conery), incumbido de investigar os casos, irá mostrar o verdadeiro motivo dos crimes, resultando na instalação do tribunal da santa inquisição.



INTRODUÇÃO

A Baixa Idade Média (século XI ao XV) é marcada pela desintegração do feudalismo e formação do capitalismo na Europa Ocidental. Ocorrem assim, nesse período, transformações na esfera econômica (crescimento do comércio monetário), social (projeção da burguesia e sua aliança com o rei), política (formação das monarquias nacionais representadas pelos reis absolutistas) e até religiosas, que culminarão com o cisma do ocidente, através do protestantismo iniciado por Martinho Lutero na Alemanha em 1517.

Culturalmente, destaca-se o movimento renascentista que surgiu em Florença no século XIV e se propagou pela Itália e Europa, entre os séculos XV e XVI. O renascimento, enquanto movimento cultural, resgatou da antigüidade greco-romana os valores antropocêntricos e racionais, que adaptados ao período, entraram em choque com o teocentrismo e dogmatismo medievais sustentados pela Igreja.

No filme, o monge franciscano representa o intelectual renascentista, que com uma postura humanista e racional, consegue desvendar a verdade por trás dos crimes cometidos no mosteiro.



1. Contextualização

Discussão dos elementos formadores da cultura moderna, o surgimento do pensamento moderno, no período da transição da Idade Média para a Modernidade.


O Filme

O Nome da Rosa pode ser interpretado como tendo um caráter filosófico, quase metafísico, já que nele também se busca a verdade, a explicação, a solução do mistério, a partir de um novo método de investigação. E Guilherme de Bascerville, o frade fransciscano detetive, é também o filósofo, que investiga, examina, interroga, duvida, questiona e, por fim, com seu método empírico e analítico, desvenda o mistério, ainda que para isso seja pago um alto preço.


O Tempo

Trata-se do ano 1327, ou seja, a Alta Idade Média. Lá se retoma o pensamento de Santo Agostinho (354-430), um dos últimos filósofos antigos e o primeiro dos medievais, que fará a mediação da filosofia grega e do pensamento do início do cristianismo com a cultura ocidental que dará origem à filosofia medieval, a partir da interpretação de Platão e o neoplatonismo do cristianismo. As teses de Agostinho nos ajudarão a entender o que se passa na biblioteca secreta do mosteiro em que se situa o filme.


Doutrina Cristã

Neste tratado, Santo Agostinho estabelece precisamente que os cristãos podem e devem tomar da filosofia grega pagã tudo aquilo que for importante e útil para o desenvolvimento da doutrina cristã, desde que seja compatível com a fé (Livro II, B, Cap. 41). Isto vai constituir o critério para a relação entre o cristianismo (teologia e doutrina cristã) e a filosofia e a ciência dos antigos. Por isso é que a biblioteca tem que ser secreta, porque ela inclui obras que não estão devidamente interpretadas no contexto do cristianismo medieval. O acesso à biblioteca é restrito, porque há ali um saber que é ainda estritamente pagão (especialmente os textos de Aristóteles), e que pode ameaçar a doutrina cristã. Como diz ao final Jorge de Burgos, o velho bibliotecário, acerca do texto de Aristóteles – a comédia pode fazer com que as pessoas percam o temor a Deus e, portanto, faz desmoronar todo esse mundo.



2. Disputa de Filosofia

Entre os séculos XII e XIII temos o surgimento da escolástica, que constitui o contexto filosófico-teológico das disputas que se dão na abadia em que se situa O Nome da Rosa. A escolástica significa literalmente "o saber da escola", ou seja, um saber que se estrutura em torno de teses básicas e de um método básico que é compartilhado pelos principais pensadores da época.

2.1 Influência aos Pensamentos

A influência desse saber corresponde ao pensamento de Aristóteles, trazido pelos árabes (mulçumanos), que traduziram muitas de suas obras para o latim. Essas obras continham saberes filosóficos e científicos da Antigüidade que despertariam imediatamente interesses pelas inovações científicas decorrentes.

2.2 Consolidação Política

A consolidação política e econômica do mundo europeu fazia com que houvesse uma maior necessidade de desenvolvimento científico e tecnológico: na arquitetura e construção civil, com o crescimento das cidades e fortificações; nas técnicas empregadas nas manufaturas e atividades artesanais, que começam a se desenvolver; e na medicina e ciências correlatas.

2.3 Pensamento Aristotélico

O saber técnico-científico do mundo europeu era nesta época extremamente restrito e a contribuição dos árabes será fundamental para este desenvolvimento pelos conhecimentos de que dispunham de matemática, de ciências (física, química, astronomia, medicina) e de filosofia. O pensamento agora (Aristotélico) será marcado pelo empirismo e materialismo.



3. A Época

O enredo desenvolve-se na ultima semana de 1327, num monastério da Itália medieval. A morte de sete monges em sete dias e noites, cada um de maneira mais insólita - um deles, num barril de sangue de porco, é o motor responsável pelo desenvolvimento da ação. A obra é atribuída a um suposto monge, que na juventude teria presenciado os acontecimentos.

Este filme é uma crônica da vida religiosa no século XIV, e relato surpreendente de movimentos heréticos. Para muitos críticos, o nome da rosa é uma parábola sobre a Itália contemporânea. Para outros, é um exercício monumental sobre a mistificação.



4. O Título

A expressão "O nome da Rosa" foi usada na Idade Média significando o infinito poder das palavras. A rosa subsiste seu nome, apenas; mesmo que não esteja presente e nem sequer exista. A " rosa de então" , centro real desse romance, é a antiga biblioteca de um convento beneditino, na qual estavam guardados, em grande número, códigos preciosos: parte importante da sabedoria grega e latina que os monges conservaram através dos séculos.


5. Biblioteca do Mosteiro

Durante a Idade Média umas das práticas mais comuns nas bibliotecas dos mosteiros eram apagar obras antigas escritas em pergaminhos e sobre elas escreve ou copiar novos textos. Eram os chamados palimpsestos, livretes em que textos científicos e filosóficos ma Antigüidade clássica eram raspados das páginas e substituídos por orações rituais litúrgicos.

O nome da rosa é um livro escrito numa linguagem da época, cheio de citações teológicas, muitas delas referidas em latim. É também uma crítica do poder e do esvaziamento dos valores pela demagogia, violências sexuais, os conflitos no seio dos movimentos heréticos, a luta contra a mistificação e o poder. Uma parábola sangrenta patética da história da humanidade

Baseado: No romance de mesmo nome de Umberto Eco.


5.1 - Pensamento

O pensamento dominante, que queria continuar dominante, impedia que o conhecimento fosse acessível a quem quer que seja, salvo os escolhidos. No O nome da Rosa, a biblioteca era um labirinto e quem conseguia chegar no final era morto. Só alguns tinham acesso. É uma alegoria do Umberto Eco, que tem a ver com o pensamento dominante da Idade Média, dominado pela igreja. A informação restrita a alguns poucos representava dominação e poder. Era a idade das trevas, em que se deixava na ignorância todos os outros.



6. História

Em 1327 William de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano, e Adso von Melk (Christian Slater), um noviço que o acompanha, chegam a um remoto mosteiro no norte da Itália. William de Baskerville pretende participar de um conclave para decidir se a Igreja deve doar parte de suas riquezas, mas a atenção é desviada por vários assassinatos que acontecem no mosteiro. William de Baskerville começa a investigar o caso, que se mostra bastante intrincando, além dos mais religiosos acreditarem que é obra do Demônio. William de Baskerville não partilha desta opinião, mas antes que ele conclua as investigações Bernardo Gui (F. Murray Abraham), o Grão-Inquisidor, chega no local e está pronto para torturar qualquer suspeito de heresia que tenha cometido assassinatos em nome do Diabo. Considerando que ele não gosta de Baskerville, ele é inclinado a colocá-lo no topo da lista dos que são diabolicamente influenciados. Esta batalha, junto com uma guerra ideológica entre franciscanos e dominicanos, é travada enquanto o motivo dos assassinatos é lentamente solucionado.

O ano é 1327. Representantes da Ordem Franciscana e a Delegação Papal se reúnem num monastério Beneditino para uma conferência. Mas a missão deles é subitamente ofuscada por uma série de assassinatos. Utilizando sua brilhante capacidade de dedução, o monge franciscano William de Baskerville (Sean Connery), auxiliado pelo seu noviço Adso de Melk (Christian Slater), se empenha para desvendar o mistério. Mas antes que William possa completar sua investigação, o monastério é visitado pelo seu antigo desafeto, o Inquisidor Bernardo Gui (F. Murray Abraham). O poderoso Inquisidor está determinado a erradicar a heresia através da tortura e se William, o caçador, persistir na sua busca, também se tornará caça. Mas à medida que Bernardo Gui se prepara para acender a fogueira da Inquisição, William e Adso voltam à biblioteca labirintesca e descobrem uma verdade extraordinária ...



Resumo de O Nome da Rosa


Do ponto de vista do filme que hoje está sendo abordado, notamos que a história passa em um mosteiro na Itália Medieval. A idade média assistiu, em sua agonia um grande debate Filosófico Religioso. Perdido o equilíbrio do tomismo, o homem medieval caiu em dois extremos opostos.

De um lado os humanistas racionalistas Frei Guilherme de Ockham, um édito moderno. Tais humanistas cultivaram o antropocentismo julgaram que graças Pa ciências e a técnica, o homem seria capaz de vencer todas as misérias do mundo, até criar uma era de grande prosperidade material e de completa felicidade natural.

De outro lado místicos com visão extremamente pessimista da realidade. Para eles o mundo era intrinsecamente mau e irredimível por ser obra de um DEUS perverso, distinto da divindade. Acreditavam que a razão humana era má e só seria desejável perder-se no nada divino.

No mosteiro, sete monges morrem estranhamente, isto aborda muito a violência.

Há também uma violência sexual, no qual mulheres se vendem aos monges em troca de comida e muitas vezes depois são mortas.

Movimentos ecléticos do século XIV, a luta contra a mistificação, o poder, o esvaziamento de valores pela demagogia, são mostrados em um cenário sangrento sobre a política da historia da humanidade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O contúdo da escola

A ESCOLA E O CONTEUDO

A exigência da escola é que se deve banir qualquer informação imposta e, principalmente, aquela imposição da elite para os marginais e eliminar a concepção autoritária do professor, diretoria. A hierarquia é aceitável para as funções do contigente, não de forma arbitraria e unilateral. A disciplina só nos extremos excessos do aprendizado. Como faz a mãe quando seu filho corre iminente perigo. E no que dizem respeito à linguagem, dá prioridade a “Livre expressão” ou “Penso logo escrevo”. Um “texto livre” com a função de ligar a funcionalidade entre vida e escola. Os textos dos livros didáticos, não deve ser recheados de chocolate ou com Diazepam. Os livros didáticos devem trazer textos de pessoas que levanta uma posição critica em relação ao se acredita ser antiético e imoral consagrados. Só rebuscando a origem do problema pode se solucioná-lo ou reforma-lo. Dizer para um aluno que ele não pode navegar na internet durante a aula. Se ele for um aluno perspicaz diria que pode sim, visto que tem sinal em seu aparelho e resta a ele conectar ou não, mas, por conveniência, diz que não deveria mesmo podendo. De outro modo, o aluno está lendo ou falando do mesmo tema via internet. A internet é muito nova nos meios escolares. Com alguma excessão ainda nem nasceu. O proinfo ainda não foi assimilado. Seu fim proposto, para aquelas escolas que já foram contempladas, pegou desprevenido os professores que não pode ensinar aquilo que ainda não domina. Demais, de imediato, não aceitamos o novo. Vem o sentimento de perda do antigo. Mas a internet é novidade para os professores, mas para o aluno é um mundo real porque já nasceu vendo isso. Muito embora nunca nem viu um aparelho de informática, mas já faz uma ideia real do que seja. Quem faz programas de computadores já foram estudantes. Mas se fazem é porque tiveram conhecimento básico durante seu colegiado. Mas isso só acontece numa percentagem insignificante diante dos “fracassados”. O sistema não fracassa, pelo contrario, atingiu seu êxito tornar o aprendiz sem nada aprender. Os hipertextos são bem vindos quando lidos. Copiar textos da internet para mostrar como sendo, também sua opinião ou não, desde qque faça uma critica pode ser uma forma peculiar de pesquisar o que quer ou o que se o pede. O interessante, numa escola ociosa para a prática da leitura, é ler. Se um livro todo ou um hipertexto, o interessante é que foi lido. E o objetivo do texto foi alcançado porque foi lido. Os textos hipers tem a vantagem da concisão o que permite um novo texto, por parte do aluno, um novo texto mais conciso e assim, para outro, a síntese de falar o máximo com o mínimo de caracteres que é linguagem digital. É certo que os atuais conteúdos têm sofrido algumas mudanças, mas ainda é patente que o mundo descrito nos livros didáticos não corresponde ao mundo real, mas imaginário, idealizado, quando não, distante da realidade de um país continental no caso do Brasil. Tem se inculcado uma ideologia maciça na escola promovendo uma doutrinação, não carente de ideologia, que constitui um desrespeito à ingenuidade da criança e a construção deformada de sua personalidade. Falo da doutrinação religiosa excessiva e indiscriminada, que causa intoxicação de caráter repressivo e, portanto, patogênico.
Nos “ensinos religiosos”, se é que podemos chamar isso de ensino, visto que só é possível ensinar o que se sabe, portanto, se não tem nada para ensinar não tem o que aprender. Ensinar que os mortos ressuscitam não é possível sem pratica ou teoria; regra básica do ensino-aprendizagem. “Os mortos ressuscitam” apesar de sabemos com certeza de que não. E a sabedoria mundana é loucura. Mas é a loucura é uma necessidade vital que sem a qual o homem estaria sujeito a desaparecer da face da terra por não ter sido louco de usar sua razão. “Além disso, violam-se os direitos dos pais quando os filhos são obrigados a frequentar aulas que não correspondem às convicções religiosas dos pais, ou quando se impõe um tipo único de educação, do qual se exclui totalmente a formação religiosa. (1) pois, quanto a existência de Deus, tão refutada pelos filósofos, cientistas e, de certa forma, pelos teólogos, o próprio conceito já é per si, negada. Quando Schopenhauer pede que se usa o silogismo fica bem evidente essa discrepância entre conhecer e ser. Se podessemos dizer que as proposições não tem valor cientifico, devemos também dizer que uma monografia que usa esse método de pensar não tem validade de verdade. E por que não, como método de ensino e aprendizagem, usar seu texto para ensinar a língua portuguesa? Colocaremos então uma primeira premissa:

DEUS é perfeito, tem poder, em tudo estar presente, tudo sabe, portanto, existe.
Olha só a conclusão que, via silogismo, se conseguiu: existe porque é perfeito, onipresente, onisciente. Se nos aprofundamos em cada adjetivo desse, veríamos como um engole o outro. Exemplo: se dizemos que algo não é perfeito, mas no entanto existe com sua imperfeição e Deus, por ser onipresente, deve, necessariamente, conter o imperfeito do contrario não está presente em tudo. Esse predicado “é perfeito, onipresente, onisciente.” tem todos os atributos do que nós dizemos e convencionamos para conceituar o verbo Existir. E alguns antônimos também existe porque um diamante imperfeito também existe desde que podemos analisar o grau de imperfeição nele existente. comparado com o que dizemos ser o diamante perfeito. Dizemos que uma pessoa não é nada quando dela extraímos abstrata e subjetivamente esse nada em um grau de valor relativo, mas não em absoluto. Absoluto nem na subjetividade, mas que depois, no devir, essa pessoa pode ser tudo. Um sujeito qualquer: João é imperfeito, não tem poder, em nada pode ser encontrado, nada sabe, portanto, não existe. Quando um aluno, crente na existência de Deus, colocar uma frase como essa ultima na lousa ou em seu caderno, e o professor pedir que ele troque o sujeito João pelo sujeito Deus, ele levará um susto ao saber que deu inexistência a Deus. isso porque, o predicado é o que define o ser. Esse é principio de conhecer. A partir desse principio de da sentido ao que existe é cientifico em cada homem. É universal. O real é ideal que seja real, o ideal é ideal como uma realidade. Portanto, se quisermos da existência a um objeto de conhecimento, devemos dá-lhes, pelo menos, um adjetivo positivo e ser mensurado, ou seja, ter algum valor. João é imperfeito, nada sabe, nada pode, mas faz-se presente. O fato de joão está presente é suficiente para dá-lhes razão para existir. Portanto, posso usar aqui alguns caracteres aleatoriamente e, não convencionados a nenhuma língua, para conhecemos. Então a palavra Gnvjuie é nosso objeto de estudo. Se é possível pensar em Gnvjuie é também possível dar-lhe alguns adjetivos, considerando que ela seja um Substantivo. Posto que todo substantivo deve, necessariamente, pelo menos um adjetivo que possa ser identificado e que não tenha em nada em mais levado grau. Então Gnvjuie é poderosa, cheirosa, brilhante, fascinante. Pronto, então devemos dizer, necessariamente que Gnvjuie existe. Não sabemos onde mora, mas deve morar no céu, o céu também existe ninguém sabe onde na geografia do além. Muito embora não conhecemos o objeto de nossa existência é impossível saber o que vem a ser porque não sabemos se Gnvjuie é o que procurávamos, visto que dele eu só dei adjetivos positivos, mas que existem outros com tais ou mais ou menos ou igual. Mas não tem igual. Como saber se não? Não é por acaso uma equação: X = Y + Z? Mas X só possível existir se a soma de Y e Z for verdadeira. Mas a verdade dessa equação é extraída empiricamente e nos diz que é falsa. O conjunto da equação é vazio periódico. O Vazio não é absoluto. Y é igual à perfeição e, Z é igual a poder. Então, perfeição mais poder é igual X; ( Gnvjuie, Deus...?). Então, (X = Y + Z; ) = ( Ø = Y + Z – X) = ( Ø = Y + Z – X – Ø ) = ◌??? 20 = 3 + 5, é falso. dizer que a igualdade também não existe. Tudo só é tudo quando não tem vazio. Portanto como diz Schopenhauer que essa idéia de Deus se baseia numa intersecção indevida de duas figuras inteiramente heterogêneas que são Princípio de Conhecer - dado linguagem da experiência - e Princípio de Devir. (vi a ser exatamente o que queremos que seja. Deus pode ser criado em um laboratório cientifico se assim convecionamos que o que foi criado, no labolatorio é Deus.) Pois se exige uma causa àquilo que definitivamente não pode ter causa, já que o mundo não é um objeto da mesma forma que uma maçã o é; e ainda que fosse: objetos não têm causa, mas sim as modificações da matéria como por exemplo: damos a forma perfeição para Deus sem sabemos, por experiência, o que vem a ser Perfeito. E esse “perfeito” é sempre relativo)Tudo se baseia em saber de onde o conceito (abstrato) de Deus foi fundado: da experiência é que não pode ter sido. Ora, o conceito (abstração) de Deus já contém em si todos os predicados necessários, tais como: existência, perfeição, eternidade, onipresença, onipotência, autossuficiência etc.. - Isso é baseado num princípio metalógico que diz: “Um sujeito é igual à soma de seus predicados” - posto que não foi derivado da experiência, mas sim inventado, de acordo com uma impressão subjetiva do indivíduo especulante. Assim, pois, quando o teísta exige uma causa (razão) para o próprio mundo (conceito abstrato, normativo), já está pressupondo (supondo antecipadamente a existência de Deus) aquilo que irá acabar incluindo na conclusão, ou seja, o conceito de Deus com todos os seus predicados essenciais, bastando extraí-los analiticamente via silogismo. Dado um determinado conceito, pode-se facilmente ir extraindo dele todos os predicados que já estavam incubados no mesmo, isto é, que implicam o mesmo conceito do início, da mesma forma como os predicados dos predicados que se extrai, pois possuem sua razão fundamental no conceito dado. Então o teísta exige uma causa a algo que só pode ter fundamento no Princípio de Devir, futuro, e quando faz isso usa algo que tirou de outro princípio inteiramente diferente, a saber, o Princípio de Conhecer, experimento, que nada tem a ver com aquele, Devir. Para tornar a equação verdadeira fazemos: (X = Y + Z) = ( X = 15 + 5) = ( X = 20). Verdadeira porque eu queria que fosse esse o valor de X.
Mas Gnvjuie é metafisicamente sobrenatural. Sobrepõem-se as leis físicas que conhecemos. Leis que sem as quais era impossível viver, sem dela nada saber. Leis que o instinto e os sentidos nos faz evita-la ou procura-la em determinada circunstancia. Então Gnvjuie tem o poder de tornar o Saara um pântano, porque também consciente e benévolo, em vez de pragas na plantação dos agricultores egípcios. Mas o sobrenatural é algo antimatéria? Mas essa teoria anula as duas e novamente teremos um conjunto vazio. Doutro modo, só é possível a antimatéria por fótons materiais. Vamos usar o jogo de Pascal e a vantagem da fé. Criamos Gnvjuie no laboratório. Pegamos três frascos iguais. No primeiro colocaremos milho pela metade. O segundo tira se toda a matéria nele existente e fechamos com um tape. No terceiro, vazio, mas que contenha o gás do ar local, evidentemente, que o laboratório não é o vaco, do contrario nem experimentar seria possível. Então dizemos que no primeiro frasco contem matéria porque, pelo menos um dos sentidos é acionado. Dizemos sem medo de está errado que o primeiro frasco contem matéria. No segundo dizemos o contrario pelo mesmo motivo antagônico ao primeiro frasco. Então no segundo frasco só existe o Nada. Nada existe como nada. Extirpamos o conceito de existe para existem. Existem coisas que existe e coisa que não existe. No terceiro, nada existe que possa ser visto a olho nu. Os sentidos nada sentem, mas nesse frasco contem gás da atmosfera. Seria um sobrenatural? Vejamos: considere que o sobrenatural diz respeito à fé para ter sentido de existência. Então pegamos o segundo e o terceiro frasco e ocultemos. O primeiro fica a vista. Pegamos o homem de fé e mostremos os dois frascos - que agora parecem semelhantes, pois o segundo lhes foi tirado a tampa, mas suponhamos que o conteúdo continua inalterado no segundo e no terceiro – para que ele diga qual é o que contem sobrenatural. A mesma probabilidade de acertar é a mesma de errar, pois nesse caso, o homem de fé, sabe que o jogador pode ter mudado ou não a ordem dos frascos. Mas o que vale é que diante da semelhança do sobrenatural para o nada são é tanta que faz o homem de fé refletir sobre sua fé. Um homem de fé testar Deus. Então três copos do mesmo suco, um pode ter veneno. Mas o experiente homem experimenta antes de se decidir, mas o homem de fé pode morrer envenenado. Mas quem poderia afirmar que foi uma intuição que fez o homem de fé beber o suco puro, quando isso acontece? Adivinhou? Sorte e azar? Havia probabilidade. Mas o homem de fé ganhou a eternidade no paraiso porque simplesmente acreditou nisso. Se errou convicto na sua fé, na sua juventude de vinte anos, de que iria beber o compo saudável, mas no entanto foi enganado em sua falsa convicção, nada perdeu porque trocou essa vida de miséria, mas que queria está assim mesmo nela, ganhou, em troca, um vida ideal como recompensa por ter falhado no vestibular da vida terrena. Não sendo enganado, pois foi lhe avisado que o copo o levaria a morte fatalmente, caso sua fé falhassem. É um risco que se corre quando se troca um certo por um possível certo, mas pelo incerto, é uma perda irremediável. M,as também, uma vida além tumulo existissse, não deixaria de existir por não ter fé ou não. De modo que, se for o contrario, há uma terceira escola além do céu e o inferno um Nada. E quem se desse por sastisfeito por essa vida, deixaria de ter fé para poder deixar de existir como ser pensante.